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SÃO PAULO – A tendência é que o consumidor pague menos por produtos como salgadinhos, xampus, e outros frascos, além de, em uma proporção menor, por carros. O motivo é o barateamento do barril de petróleo no mercado internacional, que resulta em uma queda nos preços de seus derivados – entre eles, o plástico.
A afirmação foi feita pelo presidente da Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico do ABC, Antônio Fernando Pinto Coelho. “Com uma queda nos gastos, a tendência é que haja redução no preço empregado ao consumidor”, explicou.
Preço
O preço do barril, tanto WTI quanto o Brent, acumula uma queda aproximada de 30% nos últimos seis meses. No entanto, não foi registrada uma tendência semelhante na revenda de derivados do produto à indústrias transformadora.
“Mesmo com a queda, o preço não acompanha essa diferença”, explicou Coelho, salientando que não existe prazos definidos para a diferença chegar ao bolso de quem compra. “Mas o efeito costuma vir de 30 a 60 dias depois”, adicionou.
Sem tanto otimismo
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum, não é tão otimista. Apesar de concordar que uma queda nos custos operacionais refletem em um barateamento no preço final, não é bem isso o que vem sendo registrado pelo setor.
“Pelo contrário. Tivemos um forte aumento no preço da matéria-prima (nafta polipropileno, polietileno)”, afirmou, detalhando que esse encarecimento deve ter fechado o ano passado na ordem de 30%. “Esse total depende do tamanho e do porte da empresa”.
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Fabricantes internacionais
Com a impossibilidade de empregar valores mais competitivos, a tendência é que fabricantes internacionais ganhem espaço em solo brasileiro, previu.
“Cada hora é algo que se fala para os altos preços: quando não é dólar, é o petróleo. Isso está inviabilizando a indústria de transformação brasileira”, finalizou.