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SÃO PAULO – Os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa têm discutido constantemente a realização de operações de Reverse Repos de forma a retirar gradualmente o excesso de liquidez dos mercados, resultado das medidas adotadas para combater a crise financeira internacional.
Repo é uma abreviação de Repurchase Agreement, que, em português, significa compromisso de recompra. A partir dessa operação, um investidor compra um determinado ativo, o vende para uma instituição financeira e firma um compromisso de recompra em uma data futura.
Usando como exemplo o Federal Reserve, que utiliza o ponto de vista dos dealers para descrever as operações, esse tipo de ferramenta é utilizado quando o banco compra títulos – do Tesouro, imobiliários ou de agências de hipotecas, por exemplo – de dealers primários (instituições autorizadas a negociarem diretamente com o Fed), com o compromisso de venda no futuro. Dessa forma, a autoridade eleva a liquidez do sistema bancário, para retirá-la após um determinado período de tempo.
Reverse Repo
Na Reverse Repo, também conhecida como recompra reversa, a operação é a mesma, mas vista do lado do comprador. Ou seja, a instituição que compra o ativo e firma um compromisso para vendê-lo em uma data futura.
Vale ressaltar que o valor da venda futura é acrescido de juros acordados por ambas as partes, sendo maior do que o valor inicial.
Quando utilizadas pelos bancos centrais, as recompras reversas têm o objetivo de inicialmente drenar a liquidez, para depois devolvê-la ao mercado. Tendo como exemplo novamente o Fed, nesse contexto, o banco venderia títulos aos dealers primários, com o compromisso de comprá-los no futuro.