Sabesp é a mais prejudicada do setor com alta do dólar; veja mais 4 recomendações

Bofa recomenda comprar São Martinho, Cosan e Gafisa, enquanto Itaú BBA reduz preço-alvo da BHG

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SÃO PAULO – Grandes bancos e corretoras revisaram as projeções para companhias de diversos setores nesta sexta-feira (31). O Bank of America Merrill Lynch reiterou recomendação de compra para os papéis da São Martinho (SMTO3) e Cosan (CSAN3) – sendo esta top pick -, na expectativa de que as empresas mostrem sólidos resultados no quarto trimestre do ano fiscal de 2013. 

Embora o último trimestre seja normalmente mais fraco, os analistas Fernando Ferreira e Isabella Simonato, do BofA, acreditam que os volumes serão maiores nesse período. Em especial para a Cosan, eles apontam que os volumes melhores deverão impactar positivamente os resultados da Rumo, enquanto as margens da divisão de distribuição de combustível devem permanecer forte. Os resultados serão divulgados na semana que vem.

JP reitera “venda” da Sabesp
O JP Morgan Chase reiterou recomendação underweight (desempenho abaixo da média) das ações da Sabesp (SBSP3). Em relatório, o analista Gabriel Salas explica que a companhia deverá ser a mais prejudicada dentre as “utilities” (empresas de consumo básico, como energia e saneamento) com a disparada do dólar, tendo em vista a exposição da sua dívida à moeda norte-americana.

Além disso, Salas acredita que a revisão tarifária seguirá como planejado, mas a agressiva projeção do consenso do mercado sobre a expansão do Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 16,7% e 12,2% para 2013 e 2014, respectivamente, deve levar a redução das estimativas dentro de alguns meses. 

Entre as companhias de saneamento do Brasil, o analista disse que prefere os papéis da estatal mineira Copasa (CSMG3), que negocia a múltiplos mais “baratos” e tem uma sólida perspectiva de crescimento.

BofA recomenda compra de Gafisa
Por outro lado, o JP Morgan manteve a recomendação de compra para Gafisa (GFSA3), tendo em vista a possível venda da Alphaville Urbanismo, por R$ 2,2 bilhões. A operação, segundo os analistas Guilherme Vilazante, Carlos Peyrelongue e Daniel Gasparete, deve aliviar as preocupações em relação ao crédito, liquidez e alavancagem da construtora.

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A recomendação segue em compra, com preço-alvo em R$ 9,00, valor 120% acima das cotações atuais de GFSA3.

Itaú reduz preço-alvo da BHG
Já o Itaú BBA rebaixou o preço-alvo das ações da rede hoteleira BHG (BHGR3), de R$ 27,70 para R$ 25,40 – configurando um potencial de valorização de 39,71% em relação ao fechamento da última quarta-feira (29). A recomendação foi reiterada em overweight (desempenho acima da média).

Após a sua recente oferta de ações, que levantou R$ 328 milhões, a BHG está bem posicionada para captar as vantagens do setor hoteleiro no Brasil, mostrando um sólido crescimento via aquisições, disse David Lawant, analista responsável pelo relatório da corretora.