Rumores e acordos mexem com EBX; LLX e CCX sobem 17%, OGX despenca no leilão

Analista alerta: os papéis do grupo EBX se tornaram muito mais "especulativos" do que próprias reflexões da situação das empresas

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SÃO PAULO – Pelo segundo pregão seguido, a LLX Logística (LLXL3) terminou como maior alta do Ibovespa: ganhos de 17,05%, aos R$ 1,53 – acumulando ganhos de xx,xx% na semana e de 101,35% nos últimos 30 dias. A ação tem sido fortemente impulsionada pelos rumores de que o Porto de Açu, ou uma participação será vendida para uma empresa estrangeira – em especial para o fundo Mubadala. 

Outra empresa do grupo que teve destaque nesse pregão foi a OGX Petróleo (OGXP3), que teve alta de 1,49%, aos R$ 0,68 – após chegar a subir 7,46%, a R$ 0,72 a poucos minutos antes do final. A ação teve um longo leilão de fechamento – que só acabou as 17h16 -, onde os vendedores derrubaram o preço. A empresa, que também pode receber uma injeção de capital do Mubadala, foi beneficiada pelo acordo com a consultoria BlackStone para reestruturar a dívida – de acordo com informações da Dow Jones. O BTG Pactual também estava empenhado nessa missão.

Isso impulsionou outros ativos do grupo, como CCX Carvão (CCXC3), que teve alta de 16,47%, para R$ 0,99, e MMX Mineração (MMXM3), que subiu 3,94%, aos R$ 2,11. Enquanto isso, a OSX Brasil (OSXB3) teve ganhos de 2,04%, aos R$ 1,00. LLX e MMX também tiveram leilões fora do comum: também duraram até as 17h15. 

OGX: nova consultora para alongar dívidas
A companhia de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista, possui cerca de US$ 3,36 bilhões de dívida. O BTG Pactual já estava empenhado em resolver o problema das dívidas do grupo, que André Esteves chegou a chamar de “facilmente equacionáveis” em entrevista ao Estado de S. Paulo. 

Os credores também estariam procurando uma consultoria especializada. Conforme informaram as fontes, um grupo de cinco a dez detentores de bônus da companhia negocia a contratação dos serviços de um banco de investimentos e uma decisão deve ser tomada nos próximos dias.  Os representantes da OGX, ao serem procurados pela Dow Jones, não comentaram o assunto. 

LLX, comprada ou não?
“Pode ser que tenhamos tido essa compra, os rumores se fortaleceram nessa sessão. Ouvi algumas pessoas falando que o Mubadala comprou uma participação na empresa junto com um sócio estratégico”, afirma um analista que não quis se identificar. Mas ele alerta: os papéis do grupo EBX se tornaram muito mais “especulativos” do que próprias reflexões da situação das empresas – e se nenhum acordo vier, é capaz que as ações virem para queda. 

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Procurada pelo InfoMoney, a empresa declarou que não vai comentar essas especulações. Vale destacar que o CEO (Chief Executive Officer) e diretor de relações com investidores da companhia, Marcus Berto não estava presente na sede da companhia, na Praça Mahatma Gandhi, centro do Rio de Janeiro.