Rumores de renúncia de De la Rúa pressionam mercados latinos

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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18h36 – 03/07
InfoMoney

São Paulo – Os índices das principais bolsas latinas, com exceção do México que esboça uma recuperação econômica, fecharam em queda pressionados pelo péssimo clima político vivido pela Argentina. A esse fator, somaram-se a baixa dos mercados dos EUA, causada pela divulgação de vários profit warnings de empresas norte-americanas e a conseqüente queda das bolsas européias.

A Argentina viveu mais um clima de tensão causado pelos rumores de renúncia do presidente Fernando de la Rúa, que teria supostamente ameaçado deixar o governo em uma de suas reuniões de gabinete. De la Rúa tem sua imagem desgastada por uma disputa com os governadores, já que a União não tem como pagar suas dívidas com as províncias. A Argentina também assistiu hoje a mais uma alta de sua taxa de risco, que fechou em 1.079 pontos, como reflexo do sentimento generalizado no mercado de que o país não retomará o crescimento e também não atingirá as metas acordadas com o FMI como previsto.

Seguindo o clima tenso no mercado nacional, o índice Merval da Bolsa da Argentina, sem nenhuma variação positiva nos papéis que o compõem, fechou em forte queda de 4,19%, cotado a 389,1 pontos. As desvalorizações mais significativas foram registradas nas ações da holding Perez Companc (-5,11%), da Telecom Argentina (-5,06%) e da Renault (-4,35%), assim como nos papéis do grupo financeiro Galicia (-4,11%) e da empresa química Solvay (-3,15%). Outras importantes baixas foram verificadas nas ações da siderúrgica Siderca (-2,59%) e da Cresud (-1,96%).

No México, o secretário de Economia Luis Ernesto Derbez afirmou que o país já passou pelo período mais crítico da instabilidade econômica enfrentada no primeiro semestre. O funcionário do governo assinalou que o momento é oportuno para uma estabilização, pois o México enfrenta taxas de inflação idênticas a dos EUA. Derbez também adiantou que a baixa das taxas de juros é de prioridade fundamental para o reaquecimento da economia, que provavelmente será atingida com a provável recuperação do mercado norte-americano ainda este ano.

O índice IPC da Bolsa do México já reflete os sinais de recuperação da economia e fechou em alta de 0,64%, cotado a 6.840,7 pontos, com as principais valorizações sendo verificadas nas ações da Cemex (+1,37%), da Televisa (+0,61%) e da Telefonos de México (+0,56%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações do Banamex (+0,42%) e do Wal Mart (+0,26%). Por outro lado, as quedas mais significativas foram registradas nos papéis da empresa de materiais de construção ICA (-0,97%), do Banorte (-1,05%), do grupo Elektra (-0,70%), assim como nas ações da TV Azteca (-0,08%) e do grupo de mineração México (-0,08%).
No Chile, destacou-se a iniciativa do senador Carlos Ominami de elevar o valor mínimo de isenção do imposto de renda, seguindo o projeto nacional de rebaixar o imposto que recai sobre a população. A medida, que beneficiaria principalmente a classe média, consiste no aumento do valor para 350 mil pesos e na compensação da perda de receita governamental através do aumento do imposto sobre as empresas. O índice IPSA da Bolsa de Santiago seguiu a tendência da América Latina e fechou em queda de 0,05%, cotado a 107,7 pontos.

















Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,39%
Venezuela ICB -0,97%
Peru ISBVL -0,31%

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