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SÃO PAULO – O noticiário segue bastante agitado para a OGX (OGXP3), agora Óleo e Gás Participação, nesta quinta-feira (30) e os papéis voltam a apresentar forte volatilidade na Bovespa. Enquanto o acordo entre os credores não vai para frente, rumores de que a companhia está prestes a receber um “presente” da QGEP (QGEP3) – uma grande descoberta em um campo em que são sócias.
As ações da petrolífera fecharam com queda de 3,57%, aos R$ 0,27, após chegarem a cair 10,64% no intraday, quando chegaram a valer R$ 0,25 – depois de zerar as perdas minutos antes da queda. Nos últimos 4 pregões, os ativos OGXP3 acumulam perdas de 20%, indo de R$ 0,35 (maior patamar desde outubro do ano passado) para os atuais R$ 0,25.
De acordo com uma fonte ouvida pelo InfoMoney, dados da QGEP mostram números mais fortes que o esperado no campo de BS-4, onde a OGX detém 40% e a QGEP 30%. Esse rumor ajudou a ação a se recuperar, diz ele. As ações da QGEP, porém, não vem em boa situação nos últimos dias e acumulou perdas de 3,01% nesta quinta, aos R$ 8,70. Procuradas, a QGEP disse que não comentaria a questão e a OGX não respondeu.
Acordo entre credores
Nesta sessão, repercutiu a notícia sobre o possível adiamento nas negociações entre credores estrangeiros da petroleira e pedido de minoritário para que a empresa execute a “put” (opção de venda) de US$ 1 bilhão assinada por Eike Batista. Segundo matéria do Valor na qual aponta que as negociações entre os credores estrangeiros da petroleira para um aporte de US$ 200 milhões na companhia pode não ser concluída até amanhã quando está prevista a apresentação do plano de recuperação judicial da petroleira.
Fonte próxima ao assunto disse ao jornal que há um entendimento geral entre os principais credores sobre a injeção de recursos, mas cada fundo precisa ainda obter as aprovações societárias e regulatórias cabíveis. Apesar da indefinição sobre o aporte e mudanças no grupo de credores, a OGX ainda poderá entregar o plano à Justiça, comunicou dois interlocutores a par das conversas.
Na véspera, dois dos principais credores estrangeiros da petroleira venderam seus títulos e zeraram suas posições, deixando para trás o acordo firmado no fim do ano, que determina a conversão em ações dos US$ 3,8 bilhões que detêm em bônus emitidos pela empresa.
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Minoritário notifica OGX
Além disso, ganha destaque hoje a informação de que o acionista minoritário da OGX e advogado Marcio de Melo Lobo enviou documento à companhia na última quarta-feira em que notifica para executar em 48 horas contrato com o empresário Eike Batista, de outubro de 2012, informou O Estado de S. Paulo.
Lobo solicita cobrança do débito de US$ 1 bilhão que o Eike tem com a empresa, sob pena de a companhia pagar indenização de “perdas e danos, lucros cessantes, danos morais, custos processuais e honorários advocatícios pelo descumprimento das obrigações estatutárias e estabelecidas na Lei das Sociedades Anonimas”. No documento, assinado quando a situação da empresa começava a se agravar, o acionista controlador se comprometeu em injetar até US$ 1 bilhão na petroleira se fosse necessário.
No início de setembro do ano passado, a diretoria da OGX aprovou o exercício da opção concedida por Eike, em meio às dificuldades financeiras da companhia. No entanto, o acordo com os credores da companhia, divulgado na véspera do Natal, prevê o perdão da dívida de Eike com a petroleira.
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ANP pede que OGX devolva 8 blocos
Na véspera, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) determinou que a OGX devolvesse os oito blocos nas bacias de Campos e Santos à União. Parte deles será devolvida pois a OGX não assumiu seus compromissos financeiros acordados em contrato.
A petroleira havia pedido uma extensão do prazo dos planos de avaliação de descoberta para poços nestes blocos, mas a ANP não aceitou, em reunião tomada pela diretoria no dia 15.