Road show da dívida argentina tem êxito e bolsas latinas sobem

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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19h00 – 31/05
InfoMoney

São Paulo – As principais bolsas latino-americanas fecharam em alta influenciadas pelas boas notícias a respeito do road show da troca da dívida da Argentina e com relação à amenização da crise energética e política no Brasil. O discurso de renúncia do senador Antonio Carlos Magalhães não teve grandes novidades como se esperava e as declarações feitas pelas autoridades da Câmara de Gestão da Crise Energética (GCE) deixaram claro que não deverá ocorrer apagões, no curto prazo, no Sudeste e no Centro-Oeste caso se mantenham as previsões de chuva e continuem as reduções no consumo de energia.
Na Argentina, as atenções estavam voltadas para o lançamento oficial do swap da dívida em Nova York. A apresentação, realizada com êxito segundo a opinião dos organizadores, compostos por um consórcio de bancos e pelo Governo argentino, teve manifestações de aprovação de muitos operadores de peso do mercado mundial. O ministro Domingos Cavallo, encarregado de ser o orador oficial, ocupou-se em destacar que as operações são de grande importância, mas que as soluções para os problemas da economia argentina residem no aumento dos investimentos e da produtividade.
O índice Merval da Bolsa da Argentina fechou em alta de 2,64%, cotado a 439,2 pontos, onde as valorizações mais significativas foram registradas pelas ações da Transportadora de Gás del Sur (+3,50%), assim como nos papéis da siderúrgica Siderca (+3,50%), da holding Perez Companc (+3,36%) e da instituição financeira Galicia (+3,23%). Da mesma maneira, obtiveram boa atuação as ações da empresa de telecomunicações Telecom Argentina, que apresentaram alta de 1,62% ao final do pregão. Por outro lado, somente os papéis da empresa petrolífera YPF (-0,83%) e da companhia agroindustrial Ledesma (-0,19%) não seguiram a tendência do mercado argentino e fecharam em queda.
No México, o destaque ficou por conta da declaração do presidente Vicente Fox a um dos principais jornais japoneses. O chefe de estado do México afirmou que o país tem interesse em firmar um acordo de livre comércio com o Japão, a ser proposto nos dias 5 e 6 de junho, data em que Fox visitará o país asiático.
O índice IPC da Bolsa do México, fechou em alta de 0,13%, cotado a 6.595,3 pontos, com os principais ganhos sendo verificados nas ações do grupo México (+4,22%) e nos papéis da empresa de alimentos Modelo(+2,77%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações da empresa de bens de consumo Kimberly Clark (+1,13%), da companhia de mídia Televisa (+0,68%) e do banco Banamex (+0,43%). Por outro lado, as quedas mais significativas foram registradas nos papéis da TV Azteca (-10,83), assim como nas ações da Carso Telecom (-0,63%) e da Telefonos de México (-0,56%). Também fecharam em baixa os papéis do Banorte (-0,10%) e da fabricante de materiais de construção Cemex (-0,06%).
Na Venezuela, o presidente do Banco Central venezuelano, Domingo Zavala, declarou que o órgão fará frente à alta demanda por moeda estrangeira. O banco pretende vender dois milhões de divisas para conter as expectativas de desvalorização do câmbio. O índice ICB da Bolsa da Venezuela fechou em queda de 0,41%, cotado a 7.817,0 pontos.
















Outros mercados:
Brasil Ibovespa +1,10%
Peru ISBVL -0,13%
Chile IPSA +1,48%

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