Ritmo de deterioração das contas externas deverá arrefecer, afirma LCA

Fatores atípicos, como greve da Receita Federal e atraso na safra de soja, distorcem impressão a partir do início de ano

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SÃO PAULO – A LCA Consultores divulgou estudo a respeito das contas externas do país, após a divulgação da nota
sobre o setor externo na última segunda-feira (26). Para analistas, o ritmo de deterioração deverá arrefecer.

Embora levemente menor que a projeção dos consultores, o déficit em conta corrente de R$ 3,3 milhões registrado em abril seguiu a tendência dos meses anteriores, com a redução do superávit comercial e a ampliação das remessas de lucros e dividendos.

Fatores atípicos

Comparando-se os dados a igual período de 2007, no entanto, percebe-se inflexão abrupta do resultado em conta corrente, uma vez que este havia sido superavitário em R$ 1,8 bilhão um ano antes.

De acordo com a LCA, a redução do superávit da balança comercial está associada a aspectos extraordinários, como a greve da receita federal e o atraso na safra de soja. Já em relação aos lucros e dividendos, ocorre uma contrapartida natural aos elevados fluxos de investimento estrangeiros, ainda que potencializada pelas turbulências nos mercados globais.

Desaceleração

Com a expectativa de redução das incertezas, os analistas esperam por certa queda das remessas de lucros e dividendos no segundo semestre deste ano. Aliado à redução dos fatores atípicos que pressionam as exportações, o ritmo com que as contas externas têm se deteriorado poderá ser reduzido.

Todavia, os consultores ressaltam que a necessidade de financiamento externo decorrente do déficit em transações correntes continua a ser coberta pelos volumes expressivos de investimentos estrangeiros, o que os faz projetar US$ 33 bilhões de IED (Investimento Estrangeiro Direto) em termos líquidos durante o ano de 2008.