Bolsa

Riscos se elevam e petróleo cai 4% levando Petrobras e OGX junto

Investidores começam a precificar a possibilidade de que o "abismo fiscal" venha a ocorrer

SÃO PAULO – O petróleo vai registrando uma de suas maiores quedas em um ano, com recuo de 4,11% em Nova York, atingindo os US$ 85,02. Depois da eleição por lá – que culminou na vitória de Barack Obama -, os investidores começam a precificar a possibilidade de que o “abismo fiscal” venha a ocorrer.

Assim, os papéis das principais empresas brasileiras despencam junto com a commodity e o mercado externo. Empresas ligadas ao combustível, porém, sofrem mais. Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) caem 2,90% por volta das 15h40 (horário de Brasília), enquanto os preferenciais (PETR4) recuam 2,63% para R$ 21,79 e R$ 21,11, respectivamente. OGX Petróleo (OGXP3) vê sua ação recuar 5,00% para R$ 4,75. O desempenho do setor, o principal do Ibovespa, derruba o índice, que cai 1,77% para 58.405 pontos. 

Ao contrário do que se esperava, os democratas, partido do presidente, não retomaram a maioria na câmara dos deputados, que permanece com os republicanos. Assim, as negociações para evitar o abismo deverá ser mais feroz – e corre-se o risco de que o abismo venha a ocorrer.  

Duas das principais agências de classificação de risco, a Moody’s e a Fitch, alertaram a possibilidade de um rebaixamento do rating soberano, se a situação não for tratada com agilidade – lembrando que o país corre o risco de atingir o limite da dívida já no início do ano, evento que levou a Standard & Poor’s rebaixar a nação em agosto de 2011.

Muitos fundos demandam em seus prospectos que o investimento tenha nota AAA em pelo menos duas agências. Atualmente, Fitch e Moody’s dão a nota máxima para os Estados Unidos, mas um rebaixamento pode elevar os custos de financiamento do país significamente. Esse cenário traz dúvida para os investidores e vem provocando um efeito manada nas principais bolsas mundiais.