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Após a forte queda da bolsa e a alta no risco país registrada ontem, o mercado argentino vive nesta terça-feira (30/10) outro dia de grande nervosismo. A falta de novidades quanto ao novo pacote e os crescentes rumores quanto a uma reestruturação não voluntária da dívida argentina levaram novamente a Bolsa de Buenos Aires a apresentar queda pronunciada e impulsionaram também o risco país para um novo recorde.
Risco país atinge novo recorde
O índice Merval da bolsa argentina desvaloriza 2,31%, enquanto os títulos da dívida externa registram novas quedas pronunciadas. O Global 2008, emitido em junho como parte do mega swap de dívida e uma das principais fontes de referência para o risco no mercado argentino, perde 5%, negociando a 47,5% de seu valor de face. Como conseqüência, o risco país sobe para 2.090 pontos, 83 pontos acima do fechamento de ontem, após ter atingido 2.132 pontos no início da tarde.
Mercado teme default na dívida
Rumores de mercado indicam a possibilidade do FMI não dar apoio à nova troca de títulos proposta pelo ministro Cavallo, o que pode levar a Argentina a uma reestruturação não voluntária da dívida. Para as agências internacionais de classificação de risco, como a Standard & Poors, por exemplo, esta renegociação poderia ser classificada como um default seletivo, dependendo dos termos propostos.
A recessão enfrentada pelo país há quatro anos e o quase que fechamento do mercado internacional de capitais reduziram as possibilidades da Argentina obter recursos para fazer frente aos seus compromissos externos e internos. Sem a ajuda dos organismos internacionais e uma nova troca de dívida, a possibilidade da Argentina conseguir pagar as obrigações da dívida parece pequena, justificando o temor do mercado e a forte queda nos preços de ações e bônus argentinos.