Risco país volta a cair e atinge menor patamar desde a Crise de Ásia de 1997

Preço do principal título da dívida externa brasileira sobe nesta sexta-feira; cotação do Par Bond acompanha.

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SÃO PAULO – A boa percepção em relação à economia brasileira, somada à elevada liquidez no sistema financeiro internacional, segue impulsionando os papéis da dívida externa brasileira. Com isso, o risco país, que mede a diferença entre o retorno dos papéis brasileiros em relação aos títulos do Tesouro norte-americano, atingiu seu patamar mais baixo desde 1997 nesta sexta-feira.

O baixo nível das taxas de juros norte-americanas, mesmo após as recentes elevações dos Fed Funds, segue sendo um importante fator direcionando capitais para mercados emergentes. De fato, não somente o risco Brasil se aproxima de patamares não verificados há mais de sete anos, mas também os indicadores de outros países.

Bônus encerram em leva alta

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,21% na noite desta sexta-feira, cotado a 117,94 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 08, que mostrou alta de 0,80%.

Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou alta de 0,06%, cotado a 101,81 centavos de dólar e o Par Bond registrou valorização, cotado a 92,38 centavos de dólar.

Risco país mais baixo desde 1997

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 393 pontos base, uma queda de 6 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 101,81 101,75 +0,06
Par Bond 92,38 92,38 +0,01
Global 06 107,06 107,31 -0,24
Global 07 115,50 115,38 +0,11
Global 08 110,88 110,00 +0,80
Global 09 131,38 132,38 -0,75
Global 20 132,75 132,50 +0,19
Global 27 113,50 112,75 +0,67
Global 40 117,94 117,69 +0,21