Risco-País sobe 7 pontos, refletindo temor do mercado com dívida pública global

Investidores acompanharam receosos comunicado da agência Moody's e impasse para corte no gasto público nos Estados Unidos

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou alta de 7 pontos-base, atingindo 239 pontos nesta segunda-feira (21). O mercado se manteve atento ao noticiário norte-americano e europeu. Os investidores repercutiram receosos o comunicado da agência de classificação de risco Moody’s, alertando para um possível rebaixamento da nota de crédito francesa.

Ainda na Zona do Euro, mais um país mudou de governo. Na Espanha, o líder da oposição, Mariano Rajoy, do conservador Partido Popular, venceu nas urnas com maioria absoluta no último domingo. Além disso, a Comissão Europeia deve divulgar, de forma oficial, na quarta-feira (23) um documento em que enumera três opções para a emissão de eurobônus – títulos conjuntos de países da Zona do Euro.

Por sua vez, o clima também é tenso nos Estados Unidos, uma vez que o “supercomitê” do Congresso dos Estados Unidos não conseguiu chegar a um acordo quanto ao corte adicional de US$ 1,2 trilhão nos gastos públicos, ampliando o impasse entre republicanos e democratas quanto ao controle do déficit no país.

Agenda econômica
No front interno,os investidores acompanharam o Relatório Focus, trazendo mudanças apenas nas estimativas para a produção industrial deste ano, que vieram abaixo daquelas vistas na semana passada. Ademais, o Tesouro Nacional divulgou que a dívida pública interna do País avançou 0,51% e atingiu R$ 1,723 trilhão em outubro.

Enquanto isso, na agenda doméstica norte-americana, o Existing Home Sales de outubro mostrou que as vendas de imóveis usados superaram as expectativas.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,15% na noite desta segunda-feira, cotado a 130,50 centavos de dólar. 

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 239 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.