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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta sexta-feira (25) em queda de um ponto-base, atingindo os 169 pontos. Na variação semanal, o indicador teve queda de 13 pontos-base. A baixa do indicador reflete o clima positivo nos principais mercados internacionais, refletindo o crescimento da economia dos EUA acima do esperado, além do noticiário corporativo, apesar da pressão vinda da crise fiscal na Europa.
O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA do último trimestre de 2010 apresentou crescimento de 3,1% em sua terceira e última prévia, superando as projeções do mercado que apontavam para alta de 2,9%, e também os 2,8% verificados na segunda prévia. Convém ressaltar que o deflator do índice ficou em linha com o estimado, em 0,4%.
Além do PIB, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan também foi uma referência nesta sessão, vindo abaixo do esperado em março, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira. O Michigan Sentiment apontou 67,5 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado, de 68,0 pontos e à medição anterior, de 68,2 pontos.
Setor externo
Por aqui, o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em fevereiro de 2011 foi superavitário em US$ 9,622 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2010, a conta registrara um saldo positivo de US$ 741 milhões. Os números foram divulgados pelo Banco Central como parte de sua Nota do Setor Externo.
Portugal e Líbia
Apesar da queda o indicador, o noticiário internacional segue desfavorável. Na última sessão, após a oposição portuguesa ter vencido o governo no parlamento ao não aprovar um pacote de medidas de austeridade, as agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’s rebaixaram o rating do país. Com isso, crescem ainda mais as especulações de que um resgate financeiro à Portugal é iminente.
Além disso, na Líbia, os ataques da coalizão internacional contra tropas do governo continuam. Segundo relatos da imprensa internacional, a coalizão estaria mostrando divergências quanto ao objetivo e a estratégia de saída que será usada para a missão. Além disso, a participação da ONU (Organização das Nações Unidas) também vem crescendo, sendo que o objetivo da instituição é de enviar mais tropas já na próxima semana para derrubar os aliados do ditador líbio Muammar Ghaddhafi.
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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa sexta-feira em alta de 0,78% cotado a 135,05 centavos de dólar. No fechamento semanal, foi registrado alta de 0,148% para o título.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 169 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.