Publicidade
SÃO PAULO – O risco-País teve queda de 4 pontos-base, alcançando 166 pontos, recuperando-se um pouco da forte alta do indicador na semana anterior, contando com a questão do teto da dívida norte-americana como principal referência diária, o que colabora para uma maior percepção de risco entre os investidores.
Por aqui, o relatório Focus mostrou um aumento da a expectativa em relação à taxa Selic em 2012, que deverá fechar o próximo ano em 12,63%. Além disso, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), fez uma captação de 200 milhões de francos suíços, aumentando assim, a dívida nacional em moeda estrangeira.
Ainda no Brasil, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,751 bilhões nesta terceira semana de julho, com exportações de US$ 12,300 bilhões e importações da ordem de US$ 9,549 bilhões, segundo divulgou também nesta manhã o Ministério do Desenvolvimento.
Referências internacionais
Já no mercado externo, chamou a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody’s sugerir que o governo do EUA elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores.
Além disso, a agência de classificação de risco Fitch, anunciou que, se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+.
Assim sendo, todas as três principais agências de classificação de risco já sinalizaram com um possível rebaixamento do rating norte-americano, aumentando assim a percepção de risco entre os investidores.
Continua depois da publicidade
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,04% na noite desta segunda-feira, cotado a 136,10 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 166 pontos base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Continua depois da publicidade
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.