Risco-País fecha em segunda queda consecutiva e atinge os 182 pontos

Decisão do G-7 em intervir no câmbio para frear alta do iene e cessar fogo na Líbia estimulam maior exposição ao risco

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SÃO PAULO – Assim como na véspera, o indicador de risco-País encerrou esta sexta-feira (18) em queda de 2 pontos-base, indo para os 182 pontos, refletindo o clima positivo nos principais mercados internacionais. O ânimo decorre de notícias positivas vindas dos dois principais focos de preocupação dos mercados nos últimos dias – crise no Japão e conflitos na Líbia.

O mercado amanheceu com o anúncio de que o G-7 irá intervir com medidas cambiais para prevenir a forte alta do iene após os desastres naturais ocorridos há uma semana, confirmando especulações que já rondavam as bolsas na última quinta-feira.

Outra notícia que aliviou os investidores foi o anúncio imediato de cessar fogo da Líbia contra os rebeldes, após resolução pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Apesar disso, relatos continuaram a chegar da Líbia com informações de que a artilharia continua contra cidades sob controle dos manifestantes.

Em discurso, presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os termos de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que pretende proteger os cidadãos do país, não são negociáveis e clamou pelo fim das hostilidades por parte das forças leais ao ditador líbio, que resultaram em inúmeros ataques e mortes entre civis. A assistência humanitária à população deve ser permitida sem qualquer entrave, segundo Obama. 

Além disso, uma coalizão internacional será formada se Gaddafi não atender às imposições do cessar fogo, com a possibilidade de ações militares no país, declarou o presidente dos EUA. Apesar disso, relatos continuam a chegar da Líbia com informações de que a artilharia continua contra cidades sob controle dos manifestantes.

Japão
Embora os esforços para o resfriamento dos reatores da usina nuclear de Fukushima estejam, aos poucos, gerando resultados, a situação por lá ainda está longe de ser tranquila. Isto porque, nesta sexta-feira, o governo japonês elevou o alerta de ameaça de acidente nuclear e a mudança na direção dos ventos pode começar a levar a radiação para regiões próximas de Tóquio até o próximo domingo.

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O primeiro ministro japonês Naoto Kan declarou nesta sexta-feira que a crise nuclear no país ainda é “muito grave”. De acordo com o centro de metereologia da Áustria, pode ocorrer uma mudança climática que leve as emissões radioativas para a capital, que se localiza a 220 quilômetros ao sul da planta nuclear de Fukushima. O centro metereológico disse ainda que, nos atuais níveis, a radiação não é nociva para regiões além dos arredores de Fukushima.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa sexta-feira em alta de 0,01% cotado a 134,85 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 182 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global. 

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.