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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou queda de três pontos-base, atingindo 228 pontos nesta quarta-feira (18). Além de reagirem otimistas com o noticiário externo e pelos dados do fluxo cambial no front doméstico, os investidores ainda aguardam a decisão da meta da taxa de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que deve seguir o movimento de queda e levar a Selic para 10,5% ao ano, segundo consenso de analistas.
No velho continente, a Grécia retomou as negociações com os credores privados para reduzir sua dívida, enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) comunicou que pretende levantar US$ 500 bilhões em recursos para aumentar sua capacidade de concessão de crédito diante de um possível agravamento da crise da dívida na Zona do Euro.
Apesar do ânimo dos investidores nesta quarta, o mercado ainda acompanhou algumas referências negativas, com destaque para a Alemanha, que anunciou um drástico corte de sua previsão de crescimento para este ano, enquanto a Fitch comunicou que pode rebaixar seis ratings de países europeus até o final de janeiro, entre eles os pertencentes à França e Espanha. Além disso, o Banco Mundial reduziu nesta data as perspectivas de crescimento global para 2,5% em 2012 e para 3,1% em 2013, sob a influência do enfraquecimento da Zona do Euro e o arrefecimento das economias emergentes.
Agenda
Na agenda doméstica de indicadores, foi revelado o fluxo cambial até a segunda semana de janeiro, que apontou saldo positivo de US$ 3,059 bilhões, um aumento expressivo em relação à última semana.
Já nos EUA, o Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index), índice de preços no atacado, que registrou queda de 0,1%, enquanto em novembro havia registrado alta de 0,3%. O Industrial Production, por sua vez, apresentou avanço de 0,4% em dezembro, resultado abaixo das projeções do mercado, de alta de 0,5%.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,07% na noite desta quarta-feira, cotado a 131,93 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 228 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.