Risco-País cai oito pontos refletindo medidas de estímulo do governo

Mercado ainda repercutiu anúncio do presidente do Banco Central Europeu e agenda econômica norte-americana

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou queda de 8 pontos-base, atingindo 216 pontos nesta quinta-feira (1). O mercado repercutiu o anúncio do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que a união monetária e econômica da União Europeia precisa de um novo pacto fiscal. 

No front interno, os investidores refletiu ainda o corte na véspera da Selic, promovida pelo Banco Central, assim como outras medidas de estímulo ao consumo e ao crédito anunciadas pelo governo durante a manhã. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu reduzir nesta manhã de 2% para zero o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) sobre os investimentos externos em ações – tanto oferta primária (IPO) quanto no mercado secundário.

No mais, o ministro reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos da linha branca, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, além de cortar de 9,25% para zero a alíquota sobre as massas, bem como diminuiu o custo de crédito ao consumidor.

Agenda econômica
Na agenda desta quinta-feira, os investidores acompanharam a divulgação feita do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que fechou novembro com inflação de 0,53%. Já o MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio) reportou os dados da balança comercial de novembro, marcando superávit de US$ 583 milhões.

Na agenda econômica norte-americana, o Initial Claims superou o consenso de mercado ao registrar 402 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na passagem semanal. Já o ISM Index, responsável por mensurar o nível de atividade industrial nos EUA, superou as estimativas dos analistas, assim como o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis no país.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,35% na noite desta quinta-feira, cotado a 131,27 centavos de dólar. 

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 216 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.