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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou queda de 6 pontos-base, atingindo 224 pontos nesta quarta-feira (26). O mercado repercutiu rumores de que haverá uma ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) dos atuais € 440 bilhões para um patamar superior a € 1 trilhão. Além disso, também repercutiu no dia a notícia de que serão destinados mais de € 110 bilhões em recapitalização para o setor bancário na Europa.
Com o foco no velho continente, os investidores reagiram ainda a aprovação do Parlamento da Alemanha nesta quarta das alterações nas linhas gerais do EFSF, medida que era essencial para que a chanceler negociasse as alterações do fundo no encontro entre os líderes da Zona do Euro.
O presidente da França, Nikolas Sarkozy, pretende convidar já na próxima quinta-feira (27) o líder chinês, Hu Jintao, para discutir sobre a contribuição da China para o EFSF. A participação chinesa no fundo de resgate europeu é uma das opções consideradas pelos líderes da região para ampliar o alcance do EFSF.
Agenda econômica
No front doméstico, o destaque ficou com a Nota de Política Monetária do Banco Central, que apontou expansão de 2,1% no volume de crédito concedido no país em setembro.
Enquanto isso, nos Estados Unidos saiu a avaliação do volume de pedidos e entregas de bens duráveis, o Durable Good Orders, exibiu recuo de 0,8% no referido mês, frente à projeção de queda de 0,1%. Também por lá, foi reportado um avanço nos níveis de estoques de petróleo na semana, fato que pressionou as cotações da commodity no mercado internacional. Já o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país, marcou vendas anualizadas de 313 mil casas no mês.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,01% na noite desta quarta-feira, cotado a 131,10 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 224 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.