Risco-Brasil sobe forte mesmo com tentativa dos BCs de melhorar o cenário

Incerteza sobre a eficiência dos cortes emergenciais traz cautela; Global 40 sofre recuo de 5,22%, para 115,25 centavos de dólar

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SÃO PAULO – Em sessão marcada por instabilidade nas praças financeiras ao redor do globo diante das dúvidas quanto à eficiência da ação de alguns dos principais BCs para tentar conter a evolução da crise no sistema financeiro global, o risco-Brasil fechou com forte avanço de 12 pontos. Já o Global 40 terminou com expressiva retração de 5,22% nesta quarta-feira (9).

Diante da intensificação da crise, que já começa a se fazer sentir na economia real de muitas nações, diversos Bancos Centrais anunciaram cortes emergenciais em suas taxa básicas de juro. Nos EUA, o corte foi de 0,5 ponto percentual, reduzindo a Fed Funds Rate para 1,5% ao ano. Na Inglaterra, o BoE (Bank of England) decidiu reduzir o juro para 4,25% ao ano, enquanto o BCE (Banco Central Europeu) cortou seu juro básico para 3,75% ao ano.

Mesmo com o clima de indefinição nos mercados, o preço dos Treasuries terminou com recuo, e os títulos da dívida externa brasileira acompanharam este movimento. Como a variação foi mais expressiva sobre os títulos do Tesouro norte-americano, o risco-Brasil apresentou forte avanço.

Risco-Brasil tem forte alta

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan fecha a 421 pontos-base, alta de 12 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, terminou em baixa de 5,22% na nesta quarta-feira, cotado a 115,25 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 115,25 121,60 -5,22