Risco-Brasil sobe 29 pontos com perdas na renda variável e descrença com pacote

Noticiário também traz GM e Chrysler tentando mais capital com o Tesouro dos EUA para se salvarem; Global 40 recua 0,89%

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SÃO PAULO – Entre incertezas quanto à efetividade do plano anunciado por Barack Obama e renovadas tensões com o setor automotivo norte-americano, o indicador de risco-Brasil opera com forte avanço de 29 pontos nesta terça-feira (17), cotado a 453 pontos-base. O Global 40 contraria a tendência verificada no preço dos Treasuries e marca queda de 0,89%.

Predomina o clima de cautela na renda variável. O presidente Barack Obama deve assinar o termo de estímulo nesta sessão, após um conturbado processo de aprovação na Câmara e Senado. Na outra ponta, GM e Chrysler tentam convencer o Tesouro norte-americano a liberar mais capital para se salvarem. Em troca da condição para sobrevivência, as montadoras apresentam seus planos de reestruturação.

Com o clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries segue com avanço e os títulos da dívida externa brasileira contrariam esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano e dos Globais determina o indicador de risco-Brasil.

Global 40 cai

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera com baixa de 0,89% nesta terça-feira, cotado a 121,60 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, segue a 453 pontos-base, alta de 29 pontos em relação ao fechamento anterior.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 121,60 122,70 -0,89