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SÃO PAULO – Apesar do clima de instabilidade nas bolsas externas, o risco-Brasil mostra acentuado recuo de 29 pontos nesta segunda-feira (22), cotado a 438 pontos-base. Parte do pessimismo desta sessão remete à cautela frente aos resultados corporativos baseados no último trimestre do ano e nas projeções pessimistas para a economia em 2009.
Na opinião dos economistas do Société Générale, os quatro últimos meses de 2008 já são compreendidos como os piores desde o início da crise atual. “A economia dos EUA provavelmente registrará contração de 4,5% a 6,0% no trimestre e a tendência para 2009 também soa negativa”, projetam os analistas.
Apesar do clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries segue com recuo e os títulos da dívida externa brasileira contrariam esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano em relação aos Globais determina o indicador risco-Brasil.
Risco-Brasil cai forte
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 438 pontos-base, queda de 29 pontos em relação ao fechamento anterior.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em leve alta de 0,19% na tarde desta segunda-feira, cotado a 128,25 centavos de dólar.
Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
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| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 128,25 | 128,00 | +0,19 |