Risco-Brasil fecha com recuo de 74 pontos-base e rebate o forte avanço da véspera

Bush confirma a compra de ativos contaminados pela crise e detalha pacote de socorro; Global 40 marca alta de 10,95%

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SÃO PAULO – Apesar das perdas registradas nos principais índices de ações em Wall Street, os investidores receberam de maneira favorável os novos detalhes sobre o plano anti-crise dos EUA e, assim, o risco-Brasil terminou com forte queda de 74 pontos, cotado a 441 pontos-base.

Atendendo às expectativas, o presidente norte-americano George W. Bush confirmou a compra de ativos contaminados pela crise em posse dos bancos. Além disso, detalhes das primeiras medidas do plano de resgate relacionavam US$ 250 bilhões para a recapitalização das principais instituições financeiras do país, sendo a quantia restrita a US$ 25 bilhões por firma.

Com a melhora do clima aos negócios, o preço dos Treasuries terminou com recuo, e os títulos da dívida externa brasileira contrariaram esse movimento. Como a depreciação dos títulos da dívida externa norte-americana sobrepôs o avanço dos Globais, o risco-Brasil apresentou forte recuo.

Risco-Brasil despenca

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan fechou a 441 pontos-base, queda de 74 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, terminou em alta de 10,95% na tarde desta terça-feira, cotado a 116,50 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 116,50 105,00 +10,95