Risco-Brasil dispara e ultrapassa 500 pontos com o aprofundamento da crise

Com avanço de 57 pontos, indicador de risco atinge o maior patamar desde 2004; Global 40 opera com forte recuo de 3,47%

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SÃO PAULO – Em mais uma sessão delineada por expressivas perdas nas praças financeiras ao redor do globo diante do aprofundamento da crise financeira global, o risco-Brasil dispra 57 pontos nesta tarde, e rompe a marca de 500 pontos-base, maior nível do indicador desde setembro de 2004.

Na esfera corporativa, destaque para os temores de falência por parte da GM e da Ford após alertas concedidos pelos analistas da Standard & Poor’s, enquanto a Moody’s alertou para um corte no rating do Morgan Stanley.

A GE (General Electric), por sua vez, trouxe seus resultados do terceiro trimestre do ano, período em que marcou a terceira queda consecutiva em seu lucro líquido. E ainda, a quebra da seguradora Yamato no Japão alimenta as preocupações com o setor. Cercado por estes eventos, o mercado assiste ao avanço da crise financeira sobre a economia real e o conseqüente pânico dos investidores.

Nem mesmo a segurança dos Treasuries parece atrair o investidor. O preço das notas segue com recuo, e os títulos da dívida externa brasileira acompanham esse movimento. Como a depreciação dos títulos da dívida externa norte-americana é mais expressiva, o risco-Brasil apresenta forte avanço.

Risco-Brasil dispara

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 501 pontos-base, alta de 57 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em baixa de 3,47% na tarde desta sexta-feira, cotado a 111,00 centavos de dólar.

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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Anterior Var %
Global 40 111,00 115,00 -3,47