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SÃO PAULO – A Rio Tinto está alarmada com a remoção dos pacotes de estímulos criado pelos governos ao redor do globo, utilizados como ferramenta para amenizar os efeitos da turbulência econômica, além de acender o sinal amarelo ante o freio nos gastos dos consumidores. Para a mineradora, esses fatos podem debilitar a demanda por metais já no segundo semestre deste ano.
O alerta da Rio Tinto soma-se ao anúncio feito pelo Banco Mundial em janeiro, afirmando que a recuperação global deve perder momentum na segunda metade do ano, à medida que os estímulos vão sendo retirados e devido também os altos níveis de desemprego que devem persistir.
“O primeiro semestre certamente será um semestre muito forte”, disparou o CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Vivek Tulpule. “Nossas preocupações começam a ficar mais proeminente na segunda metade do ano”, conclui.
China: preocupação
Para o executivo, se os chineses reprimirem o crédito e a oferta de capital de maneira acelerada, “certamente haverá um efeito negativo no mercado”. “Sempre que o mercado enxerga sinais de que isso está prestes a ocorrer (…) você nota uma reação no preço das commodities”, completou.
Os primeiros sinais de aperto monetário na China já começam a preocupar os analistas quanto à continuidade e saúde da recuperação global, uma vez que o aumento no nível dos compulsórios para as instituições financeiras do país fizeram com que houvesse uma queda no mercado acionário, bem como uma contração no preço das commodities.
Ainda há bons sinais
No entanto, Tulpule ainda vislumbra bons sinais no futuro. “Há alguns sinais positivos no mercado de construção que sugerem que o momentum pode continuar”. Para ele, a China – principal consumidor global de metais – deve crescer cerca de 9,7% em 2010, taxa esta que deve cair para 9,1% no ano seguinte.