Rio 2016 revela maior força política do Brasil e deve impulsionar commodities

Evento pode marcar ressurreição brasileira frente ao mundo e deve elevar cotações de commodities, dada a maior demanda

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SÃO PAULO – Em decisão histórica, o COI (Comitê Olímpico Internacional) escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, colocando pela primeira vez na América do Sul uma edição da maior competição esportiva do mundo.

A despeito do sentimento de orgulho nacionalista, como tal escolha poderá afetar os mercados e a economia brasileira? Em meio ao cenário, analistas discorrem sobre os potenciais benefícios, bem como listam os possíveis riscos envolvidos.

Importância geopolítica

À luz da participação do Brasil no Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), uma comparação com os Jogos Olímpicos de Pequim, realizados no ano passado, é inevitável. Partindo dessa premissa, a vitória brasileira pode ser vista como uma ressurreição do País no grupo das potências mundiais, em linha com o ocorrido na China.

Para receber um evento desta importância, o Rio de Janeiro necessitará investir em infraestrutura, o que beneficia ações ligadas às indústrias de base, como as das siderúrgicas Gerdau (GGBR4)e CSN (CSNA3), além dos papéis da mineradora Vale (VALE3, VALE5), que devem ser impulsionados pela maior demanda por minério de ferro.

Commodities devem subir

Em decorrência da abundância brasileira de recursos, o País não necessitará importar commodities em larga escala, o que reduz os custos para o evento. Ao mesmo tempo, a maior demanda por bens primários do Brasil deverá dificultar as demandas de China e Índia pelos mesmos bens, resultando em uma possível trajetória ascendente para as commodities.

Adicionalmente, cabe lembrar que o Brasil será palco da Copa do Mundo de 2014, o que deverá impulsionar ainda mais os gastos com infraestrutura. Conforme estimativas, as duas competições injetarão nada menos que US$ 51,1 bilhões na economia brasileira, além de criarem 120 mil empregos por ano, até 2016.

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Dinheiro público

Por outro lado, preocupações em torno do orçamento nacional para as Olimpíadas eclodem. As estimativas iniciais da China previam gastos de US$ 14 bilhões para a realização da competição em Pequim. Contudo, os dispêndios finais superaram a casa dos US$ 40 bilhões.

De Pequim para o Rio de Janeiro, o Brasil pretende gastar US$ 11 bilhões para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. É bem provável que essa estimativa será superada no decorrer dos próximos anos.