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SÃO PAULO – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,9% em 2011 de acordo com a nova metodologia adotada pelo IBGE para o cálculo das contas nacionais, bem mais do que os 2,7% estimados anteriormente. Já para 2010, a expansão ficou em 7,6%, contra um aumento de 7,5% com as regras antigas.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística passou a incorporar recomendações da mais recente revisão do manual organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Mundial.
A revisão fará com que itens que são calculados no PIB como gastos, como é o caso das pesquisas e desenvolvimento e exploração e avaliação de recursos minerais e softwares, passem a ser incluídos no cálculo como investimentos, o que acarretará em um aumento na conta final do PIB, como informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, os resultados do fim de março devem mostrar um crescimento zero no ano passado. Sem essa revisão, muito provavelmente registraria uma retração. Vale mencionar que a conta do PIB mede a produção de bens e serviços do País, excluído todo o gasto com compra de insumos, pagamentos a funcionários e outros.
A nova metodologia do PIB, que será utilizada para a divulgação dos números do quarto trimestre de 2014 em 27 de março, passa a adotar 2010 como ano de referência. Antes, o ano base da pesquisa era 2000.
(Com Reuters)