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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do Banco Central mostrou-se tranqüilo, porém vigilante na última quarta-feira, quando optou por um corte de 50 pontos-base na meta para a taxa básica de juros, acreditam os analistas da Tendências consultoria integrada.
Ainda que conclusões mais expressivas acerca da decisão dependam da Ata da reunião (a ser divulgada na próxima quinta-feira), a Tendências ressalta que a decisão reflete a percepção do Copom de que o cenário inflacionário é benigno.
Concomitantemente, a percepção da autoridade monetária acerca das pressões de demanda, que não têm se traduzido em pressões sobre os preços, é de que estas estão sendo atendidas por uma combinação de importações elevadas e crescentes e recuperação da produção industrial. A taxa de câmbio também contribui para a manutenção deste quadro, lembram os analistas.
Fatores a serem monitorados
A consultoria ressalta ainda que a atividade, favorecida pela renda, crédito e, conseqüentemente, vendas “surpreendentes”, deverá se manter, já que não há indícios ou motores que possam interrompê-la, o que significa que a demanda continuará forte.
Contudo, para os analistas, os efeitos desse vigor, que até então se mostraram sob controle, o que foi fator fundamental para a decisão do Copom, devem ser monitorados.