Reunião da Alca deve terminar sem grandes avanços nesta sexta-feira

Mais uma vez as questões-chave ficam de fora dos acordos da Alca e os benefícios ao Brasil podem ser reduzidos

Por  Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – As negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), que acontecem na cidade de Puebla, no México, devem terminar nesta sexta-feira, dia 06 de fevereiro, com discussões ainda pendentes frente a temas de grande polêmica, como é o caso dos investimentos, serviços, mercados e subsídios agrícolas.

Mercosul x EUA, México e Canadá

México, Canadá e Chile, que nas negociações anteriores haviam se colocado contra a posição dos Estados Unidos e Brasil por uma ALCA mais “light”, afirmaram ter revisto suas posições, encontrando pontos concordantes com o que foi proposto. Apesar disso, os principais temas ainda ficam de fora da discussão, uma vez que o consenso em torno deles parece cada vez mais distante.
Assim, as negociações estão centradas em duas propostas: uma do grupo dos 14, nações encabeçadas por Estados Unidos, Canadá, México e outra composta pelos países do Mercosul

Do lado do Mercosul, países como Brasil e a Argentina, por exemplo, que são grandes produtores agrícolas, lutam pelo fim dos milionários subsídios do governo norte-americano aos seus agricultores, o que prejudica fortemente a competitividade de seus produtos no mercado dos Estados Unidos.
Do outro lado, países liderados pelos Estados Unidos querem discutir questões como investimentos governamentais e serviços.
Não havendo consenso sobre essas questões entre as partes, as negociações ficam truncadas.

Ganhos deverão ser limitados

Como fica evidente, os benefícios que a Alca poderia trazer ao Brasil ficam fortemente limitados se a questão chave defendida pelo país, o fim dos subsídios, não for acordada. Assim como, é verdade o contrário para os países liderados pelos Estados Unidos nas questões por eles defendidas.
Vale destacar que a Alca, que deve passar a valer em janeiro de 2005, será a maior zona de livre comércio do mundo, com 800 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de US$ 12 bilhões.

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