Retração da demanda segue pressionando petróleo, que encerrou em baixa

Na próxima terça-feira, a Agência Internacional de Energia divulga relatório mensal, mercado se concentrará na demanda

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SÃO PAULO – Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, voltando a níveis de dois meses atrás, após o mercado ter se deparado com sinais de arrefecimento da demanda por combustíveis.

Ainda não se sabe, porém, se a diminuição da demanda está relacionada ao alto patamar dos preços nos últimos meses ou se é simplesmente um efeito sazonal, dado que, passada a chamada driving season do verão norte-americano, o consumo tradicionalmente se reduz.

No fim de agosto e início de setembro, os preços chegaram a níveis recordes, próximo aos US$ 70 o barril, depois que os furacões Katrina e Rita obrigaram diversas refinarias da região do Golfo do México a interromper a produção.

Foco das atenções se volta à demanda

Os desastres naturais apenas vieram a agravar o desequilíbrio entre oferta e demanda. Esta última, principalmente na China e nos Estados Unidos cresceram de maneira imprevista e pressionaram os preços.

Na próxima terça-feira, os analistas estarão atentos à divulgação do relatório mensal da Agência Internacional de Energia, sobretudo dos dados sobre a evolução da demanda.

Preços da commodity continuam a cair

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 58,89
no pregão desta segunda-feira, baixa de 0,54% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo no dia, o petróleo acumula forte baixa de 7,06% neste mês de outubro.

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Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 46,15%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
40,37 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em novembro de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 61,75 por barril, configurando uma baixa de 0,15% frente ao fechamento anterior.