Retomando a preocupação com default grego, bolsas europeias fecham em queda

Já a Alemanha está disposta a aumentar para 750 bilhões de euros o poder de fogo dos fundos de resgate da Zona do Euro

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SÃO PAULO – As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta terça-feira (24), impulsionadas pela queda das ações do setor bancário, aliado ao fato de que os ministros de Finanças da Zona do Euro, reunidos em Bruxelas na véspera, recusaram-se a aceitar os termos propostos pelos credores privados da Grécia. Essa decisão poderá levar a um default desordenado na região. 

Por sua vez, a Alemanha está disposta a aumentar para  € 750 bilhões o poder de fogo dos fundos de resgate da Zona do Euro. Em troca, o país exige regras orçamentárias rigorosas defendidas por Berlim em um novo pacto fiscal envolvendo todos os membros da união monetária, de acordo com o jornal britânico Financial Times.

A chanceler alemã, Angela Merkel, está disposta a permitir que o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), que tem cerca de € 250 bilhões, funcione em paralelo com ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade), que dispõe de € 500 bilhões de euros, cujo lançamento foi antecipado para julho.

De acordo com comentários feitos nesta data, na reunião do Ecofin – grupo de ministros das Finanças da União Europeia, os líderes europeus também mostraram-se dispostos em incrementar esses fundos de resgate da Zona do Euro.  O comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, afirmou que a Comissão tem defendido um reforço mais abrangente da proteção financeira da União Europeia. 

Atividade eoconômica
Entretanto, pelo lado positivo, a atividade economica do setor privado da Zona do Euro superou as expectativas do mercado ao registrar a primeira expansão em cinco anos, conforme dados preliminares do PMI (Purchasing Managers’ Index) composto da região. A prévia, divulgada nesta terça-feira pela Markit Economics, mostrou que o índice subiu para 50,4 este mês, contra 48,3 em dezembro.

Cotações
Com isso, o FTSEurofirst 300, índice das principais ações europeias perdeu 0,52%. Enquanto isso, o FTSE 100, de Londres, apresentou queda de 0,61%, atingindo 5.747 pontos, o CAC 40, de Paris, recuou 0,75% a 3.313 pontos, ao passo que o DAX 30, de Frankfurt, caiu 0,63%, aos 6.396 pontos. 

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Bancos perdem
As ações dos bancos despencaram neste pregão, após fortes ganhos observados na véspera. Em Paris, a queda dos papéis do Société Générale (-7,46%) e do Crédit Agricole (-5,03%) foram impulsionadas pelo corte de rating pela agência de classificação de risco Standard & Poors.

O mesmo caminho seguiram os bancos na bolsa alemã. Os ativos do Commerzbank e do Deutsche Bank recuaram 2,67% e 2,15%, respectivamente. Em Londres, fecharam em desvalorização os papéis do Royal Bank of Scotland (-3,91%), os do Lloyds Royal Banking (-3,71%) e os do Barclays (-2,40%).

Outras quedas da sessão
As montadoras também perderam. Em Frankfurt, caíram as ações da Daimler (-1,19%), as da BMW (-1,53%) e as da Volkswagen (-0,15%). Em Paris, cederam os ativos da Renault (-3,35%) e os da Peugeot (-3,23%). 

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Na bolsa londrina, as perdas foram observadas também nas mineradoras e produtoras de óleo e gás. Destaque para as quedas das ações da Cairn Energy (-3,39%), as da Eurasian (-3,27%) e da Kazakhmys (-2,65%).

Yields soberanos de 10 anos
Grécia (33,37% ante 33,56%), Portugal (14,25% contra 14,43%), Itália (6,16% contra 6,10%), Espanha (5,45% ante 5,46%), França (3,17% contra 3,14%), Alemanha (2,00% ante 1,97%).

Confira o fechamento dos principais índices acionários europeus:

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% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 FTSE 100 -0,61 5.747 +4,25 +3,14 
 DAX 30 -0,63 6.396 +8,80 +8,44 
 CAC 40 -0,75 3.313 +6,81 +4,86 
 SMI -0,12 6.120 +3,84 +3,10 
 IBEX 35 -0,59 8.569 +0,30 +0,03 
 FTSE MIB -0,36 15.851 +5,15 +5,04