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SÃO PAULO – Em meio à gangorra do mercado acionário e a influência de bulls e bears, os estrategistas do Citi buscaram respostas para algumas das dúvidas mais frequentes de investidores sobre o atual estágio dos mercados.
Se para alguns, o futuro reserva o inevitável ajuste frente ao elevado desemprego e à fraca atividade econômica, outros já enxergam notáveis sinas de uma retomada nos indicadores econômicos.
Para os analistas, é preciso analisar os mercados em separado e estar atento ao desempenho corporativo, uma vez que há diferenças no processo de retomada. “A Europa parece estar em um ponto mais prematuro do ciclo, em relação a alguns de seus pares desenvolvidos – especialmente os EUA”, afirmaram.
Acabou a festa?
Após o intenso processo de recuperação vivenciado nos mercados desde março deste ano, a sensação entre muitos é que o momento para ganhos pode ser interrompido. “Por muitas medições de valuation, as ações nos EUA aparecem como atrativas no longo prazo”, destaca a equipe do Citi.
No entanto, ressaltam que a forte elevação dos múltiplos de P/L (Preço/Lucro) ampliou os riscos para os que apostam na alta. “Para o mercado continuar em sua trajetória de alta, os lucros corporativos precisam satisfazer as expectativas de investidores”, pontuam os estrategistas Marshall Kaplan, Steve Howard e William Mann.
No caso dos mercados europeus, o panorama econômico menos favorável manteve os múltiplos P/L para o mercado em geral em patamar inferior ao de seus pares. Quando avaliados em conjunto com os indicadores, como os yields de dividendos, os analistas entendem haver um maior potencial relativo.
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Onde mirar?
Se o panorama geral e de longo prazo ainda apresenta sinais de ganhos, a aposta dos estrategistas é em papéis de caráter mais defensivo, com sólidos balanços e baixa alavancagem. As expectativas de ganhos com os papéis estarão mais condicionadas ao crescimento de suas operações e à capacidade competitiva.
Todavia, os analistas destacam que é importante a manutenção de algumas posições mais agressivas, ligadas de modo mais intenso aos ciclos econômicos, a fim de aproveitar a confirmação do processo de recuperação.
Esperando por uma recuperação mais intensa da atividade ao longo do segundo semestre deste ano e no início do próximo, os analistas acreditam que “a próxima perna de alta no mercado será dirigida pelos sinais de recuperação nos lucros corporativos”.
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Para descobrir alguns sinais no curto prazo específicos em cada setor, é recomendada uma atenção maior aos comentários dos gestores de empresas. Ademais, os estrategistas do Citi lembram que as altas nos mercados não são eventos em mão única, sendo natural esperar por alguns ajustes.