Retomada dos EUA e desaceleração chinesa afastam investidores dos BRICs

Cenário de contraste entre as principais economias do mundo aponta para uma maior incerteza dos investidores quanto aos emergentes, aponta Goldman Sachs

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SÃO PAULO – Enquanto nos EUA a economia dá sinais importantes de recuperação, como o crescimento acima do esperado no nível de emprego, a tendência na China é outra. Depois de um histórico recente de crescimento a passos largos, a economia oriental ensaia uma desaceleração, caminhando para um PIB menos expressivo nesse ano, apesar de ainda elevado.

Esse cenário de contraste entre as principais economias do mundo aponta para uma maior incerteza dos investidores quanto aos emergentes. O Goldman Sachs destacou, em relatório divulgado recentemente, que encerrou a recomendação de compra para uma cesta de ações de empresas norte-americanas que possuem exposição às economias dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

Segundo o banco de investimentos, as ações dessas empresas devem crescer, em média, 3% neste ano, metade do previsto para as cestas de ações norte-americanas com maior exposição às vendas locais.

O mesmo Goldman rebaixou recentemente a expectativa de crescimento da China em 2013, de 7,8% para 7,4%. Contudo, ele destaca que os problemas dos BRICs não se devem exclusivamente ao asiático. O banco de investimentos apontou a desvalorização da moeda indiana em relação ao dólar e as preocupações quanto à habilidade do país em financiar seu déficit em conta corrente. Já no Brasil, preocupação recente tem sido com a onda de protestos, que tem deixado os investidores menos a vontade para aplicar no país.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.