Resumo Semanal

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Refletindo o incerto cenário europeu, o Ibovespa registrou sua terceira semana seguida de desvalorização, acumulando perda de 3,10% durante os pregões de 14 a 18 de novembro, terminando o período aos 56.731 pontos. Essa foi a maior desvalorização semanal do índice desde a semana terminada em 23 de setembro, quando o benchmark da bolsa brasileira caiu 6,96%. Ademais, essa também é a primeira vez que o índice registra três semanas de queda desde o período de 19 de setembro a 7 de outubro, embora com uma queda acumulada mais agressiva, de 10,43%.

As ações da Marfrig fecharam a semana como o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 6,80%, cotadas a R$ 7,85 cada, refletindo resultados melhores que o esperado. Enquanto isso, os ativos da Gafisa recuaram 17,52% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando o período a R$ 5,18 cada, também refletindo resultados. O setor imobiliário desempenhou muito mal nessa semana, com 3 empresas entre as 5 maiores quedas do índice.

Petro e Vale
Entre os papéis mais líquidos, as ações da Vale (VALE3, -2,69%, R$ 44,20; VALE5, -2,14%, R$ 41,25) tiveram queda na semana. Em linha, os ativos da Petrobras (PETR3, -0,08%, R$ 23,63; PETR4, -0,05%, R$ 21,75) também encerraram o período no campo negativo, refletindo um noticiário corporativo movimentado. Os investidores repercutiram o balanço divulgado sexta-feira, após o pregão, que agradou os analistas.

A estatal também anunciou a perfuração de mais um poço na área de Carioca, a firmação de um acordo com a ANP para evitar paradas não programadas e teve seu rating corporativo elevado pela Standard & Poor’s.

Itália, Grécia e até Hungria: crise na Europa não dá trégua!
A Europa voltou a ser a principal referência para o Ibovespa durante a semana. Por lá, a Itália esteve um foco, com a transição governamental após a renúncia de Silvio Berlusconi, antigo primeiro ministro, para Mario Monti, que aceitou o cargo, oficialmente, na quarta-feira. O novo premiê prometeu adotar medidas para enfrentar o ceticismo sobre a habilidade da Itália de honrar sua dívida pública de € 1,9 trilhão.

Durante a semana, outro fator preocupante foi a venda de € 3 bilhões em títulos da sua dívida com prazo de vencimento em cinco anos pelo governo italiano. Isto por que ela foi realizada a uma taxa de 6,29%, a mais alta desde 1997. O rendimento dos títulos de Espanha e a França também preocuparam os investidores, já que estão cada vez mais altos.

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A Grécia também esteve no radar dos investidores, já que o primeiro-ministro do país, Lucas Papademos, foi oficializado após voto de confiança no Parlamento. Assim, o governo do país iniciou uma série de consultas com os credores privados para implantar os cortes previstos. Papademos também divulgou sua meta para a relação déficit/PIB em 2012, mais agressiva que a de seu antecessor.

Outro país que também pode mudar de governo em breve é a Espanha, onde a oposição é favorita para ganhar a eleição neste domingo. Além disso, a Hungria iniciou negociações com o FMI e a Comissão Europeia para alcançar um novo acordo financeiro, enquanto implanta reformas para não atingir a situação de outros países da região. O BCE também foi foco, já que ganha força um possível empréstimo da instituição ao FMI, de forma a burlar o impedimento legal de que a autoridade monetária empreste dinheiro aos países.

Rating brasileiro é elevado
Entre as referências domésticas, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o rating de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira de BBB- para BBB e para a nota em moeda nacional de BBB+ para A. Embora positiva, a notícia não produziu grandes efeitos na bolsa brasileira.

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Ademais, o governo liberou R$ 12,1 bilhões do orçamento nacional deste ano e reduziu na sexta-feira sua projeção para o PIB de 2011, como o relatório Focus havia feito na segunda. O Focus também diminuiu suas projeções para a inflação e taxa Selic para 2012. O mercado também acompanhou a divulgação do IPC-S.

Além disso, a semana também contou com a divulgação resultados corporativos. Além da Petrobras, os investidores viram PDG, Gafisa, Bradespar, JBS, Cemig, Vanguarda Agro e MRV Engenharia também divulgarem seus números.

Agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, o investidor viu a divulgação de importantes indicadores, primariamente positivos. O volume das vendas ao mercado varejista norte-americano, os estoques das empresas norte-americanas, a produção industrial, o Initial Claims, Housing Starts e o Leading Indicators, superaram as expectativas. 

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Por outro lado, o índice de preços ao produtor norte-americano e o Philadelphia Fed Index desapontaram os analistas. Ademais, o CPI foi reportado em linha com o que se esperava.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 2,24% nesta semana, terminando a R$ 1,783 na venda. A moeda apresentou desempenho quase oposto do Ibovespa, por ser um investimento procurado quando há piora no humor no mercado e preterido com a melhora. 

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,98%, queda de 0,06 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 130,70% de seu valor de face, queda de 0,84% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 12 pontos-base na semana, aos 228 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a quarta semana de novembro, os investidores deverão ficar atentos à divulgação da segunda prévia do PIB norte-americano do terceiro trimestre e para a publicação da ata da última reunião do Fed. 

No panorama doméstico, as atenções se voltam para a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE e para as Notas do Banco Central.