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Refletindo o otimismo do mercado com a aprovação de um plano na Europa para combater a crise, o Ibovespa conheceu sua terceira semana positiva ao avançar 7,71% durante os pregões de 24 a 28 de outubro, sua maior alta semanal desde maio de 2009, quando avançou 8,69% entre os dias 4 e 8. Assim, o principal índice da bolsa brasileira termina a semana aos 59.531 pontos, seu maior patamar desde 25 de julho de 2011.
As ações da JBS fecharam a semana como o principal destaque de alta dentre as ações que compõem o Ibovespa, com valorização de 25,06%, cotadas a R$ 5,49, beneficiadas pela queda de mais de 5% do dólar na semana. Enquanto isso as ações da Lojas Renner recuaram 4,50% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando aos R$ 52,80, por conta da decepção com os resultados no trimestre.
Petro e Vale
As ações da Vale registraram forte avanço, refletindo a divulgação de seus resultados trimestrais na quarta-feira, reportando lucro líquido de R$ 7,893 bilhões. Os números, que decepcionaram o mercado, não impediram uma forte alta na quinta-feira, embora menor do que o Ibovespa. A companhia teve seus ímpetos de alta diminuídos após a teleconferência – na qual a empresa afirmou a possibilidade de vender minério de ferro no mercado spot por conta da queda do preço trimestral.
Os papéis da Petrobras também registraram forte alta. O grande evento para as ações da estatal na semana foi a divulgação de seus dados mensais de operação, mostrando recuperação nos números, mas ainda abaixo da média anual. O seu desempenho semanal também contou com outras referências, como o acordo assinado com a Petroperú e a ratificação da descoberta de petróleo em dois poços no Espiríto Santo.
Plano europeu chama a atenção
O noticiário europeu continuou como mais importante ingrediente para o rumo do mercado, principalmente por conta das reuniões entre líderes da Zona do Euro, que tiveram término na quarta-feira. Logo na segunda-feira, o mercado ficou otimista com as declarações do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, de que a expectativa era de um acordo sobre a estratégia para conter a crise da dívida. As expectativas dominaram o noticiário de terça e quarta, quando foram feitos anúncios – mas apenas após o fechamento dos mercados.
Assim, a aprovação do plano aprovado na reunião entre líderes da Zona do Euro, em Bruxelas, fez com que retornasse o bom humor ao mercado, levando a forte-alta de 3,72% na quinta-feira. O plano se divide em três frentes: a ampliação do EFSF em € 1 trilhão, a recapitalização dos bancos, que deverão arrecadar € 106 bilhões e participação de credores privados na reestruturação da dívida grega, com um “perdão” de 50% dos papéis do país nas mãos de investidores privados – totalizando € 100 bilhões.
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Brasil reflete agenda econômica
Por aqui, a Fitch Ratings reafirmou a nota soberana “BBB” do Brasil, com perspectiva estável, na terça-feira. Ademais, o mercado viu novamente o Boletim Focus diminuir as expectativas do PIB brasileiro para 2011, de 3,42% para 3,30%. Além disso, destacou-se na agenda econômica a divulgação da a ata do Copom, que revelando uma maior preocupação do Banco Central com o cenário externo.
Números norte-americanos
Já nos Estados Unidos, o mercado ficou decepcionado com o Consumer Confidence, ainda no começo da semana. Na quarta, o destaque ficou com o Durable Good Orders, também negativo. Na mesma sessão, o investidor acompanhou o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país.
Os números do país animaram na sessão seguinte, por conta da divulgação do PIB do 3T11, por estar acima das expectativas. Isso serviu para anular a pressão do Initial Claims, que esteve em linha com as expectativas, e do Pending Home Sales, que recuou mais que o esperado.
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Resultados
Além da Vale, outras empresas reportaram seus resultados referente ao terceiro trimestre de 2011 durante a semana. Entre os bancos, o avanço do lucro do Bradesco superou o do Santander. Natura, Redecard, Grupo Oi, Brasil Foods, CSN e Hering também apresentaram altas nessa linha do balanço.
A Lojas Renner mostrou queda de 0,5% no lucro líquido. Por sua vez, as empresas de papel e celulose que reportaram na semana, a Fibria e a Suzano Papel, registraram prejuízos, impactados pela depreciação do real frente ao dólar.
Câmbio e Renda Fixa
Refletindo o bom humor no mercado, o dólar comercial voltou a cair nesta semana, terminando a R$ 1,6844 na venda, uma depreciação de 5,40% na semana, ampliando as perdas em outubro para 10,48%. Embora tenha ficado abaixo do nível de R$ 1,70, a moeda ainda está longe do patamar em que estava antes de setembro, que era na casa dos R$ 1,60.
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No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,41%, queda de 0,07 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,08% de seu valor de face, alta de 0,90% na semana.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 12 pontos-base na semana, aos 205 pontos.
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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de novembro, os destaques norte-americanos se dividem entre a reunião do Fomc e a divulgação do relatório de emprego de outubro.
Na cena doméstica, atenção para os indicadores de inflação, com destaque para o IPC elaborado pela Fipe. Além disso, também serão apresentados dados da produção industrial, balança comercial de outubro e a nota de política fiscal do Banco Central.