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Em semana marcada pelos temores acerca de uma possível recessão no mundo com alguns dos principais agentes do mercado rebaixando suas projeções para o crescimento da economia global neste ano, o Ibovespa fechou em queda de 1,92%, aos 52.447 pontos.
Devolvendo boa parte dos ganhos acumulados na semana anterior, as ações da Usiminas lideraram as perdas do Ibovespa na semana compreendida entre os dias 15 e 19 de agosto, com os papéis ordinários registrando desvalorização de 17,44%, fechando a R$ 22,10, ao passo que os ativos PNA caíram 8,85%, para R$ 12,26.
Em alta nos cinco pregões dessa semana, as ações da Souza Cruz tiveram a melhor performance semanal do Ibovespa, acumulando valorização de 8,69% entre os dias 15 e 19 de agosto, passando de R$ 16,81 para R$ 18,27.
Petro e Vale
As ações da Petrobras fecharam em baixa na semana na qual divulgou seus resultados referentes ao 2T11, no qual registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 10,942 bilhões, montante 0,39% inferior ao reportado no primeiro trimestre e 31,91% acima do apurado entre abril e junho de 2010. Já o lucro acumulado no primeiro semestre foi de R$ 21,928 bilhões, resultado recorde para a companhia e 36,87% ao que foi visto nos primeiros seis meses de 2010. As cifras apresentadas pela companhia vieram bem dentro do que apontavam as projeções compiladas pela InfoMoney.
Na segunda-feira (15), a companhia colocou em operação a plataforma semissubmersível P-56, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. De acordo com a estatal, a unidade está instalada a 1.670 metros de profundidade e está projetada para processar até 100 mil barris de petróleo por dia quando atingir a capacidade máxima, prevista para o primeiro trimestre de 2012.
A Petrobras também aunciou, junto com a São Martinho, investimento de R$ 520,7 milhões na Usina Boa Vista para ampliar capacidade de moagem de cana-de-açúcar para até 8 milhões de toneladas a partir da safra 2014/2015.
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Já os papéis da Vale encerram em queda nesta semana com fraco noticiário corporativo da mineradora.
Resultados corporativos
Próximo do fim da temporada de divulgação de resultados corporativos referentes ao 2T11, os investidores digeriram o balanço da Marfrig, que registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 91,0 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 103,8 milhões no mesmo período de 2010, enquanto a Hypermarcas divulgou recuo de 2,4% no lucro líquido do período em relação ao 2T10, alcançando a marca de R$ 120,6 milhões.
Ainda nesta semana, também reportaram seus balanços Brookfield, Cemig, PDG Realty, Brasil Ecodiesel, Lojas Renner, Grupo Oi, JBS e Cosan.
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PIB da Zona do Euro decepciona
Na terça-feira (16), a Eurostat divulgou que o crescimento da Zona do Euro no segundo trimestre deste ano desacelerou para 0,2%, ante expectativas de avanço de 0,3%, além de um aumento menor do que o esperado do PIB da Alemanha, maior economia da região.
Líderes rejeitam títulos da dívida da Zona do Euro
Em reunião realizada também na terça-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitaram a possibilidade da emissão de títulos de dívida conjuntos da Zona do Euro. No lugar, os líderes concordaram em um imposto para operações financeiras no continente e maior coordenação econômica, com a formalização dessas propostas na constituição desses países até o verão de 2012.
Fitch mantém rating dos EUA
Em meio à temores sobre a crise fiscal norte-americana, a agência de classificação de risco Fitch manteve a rating da dívida soberana do país com a nota AAA, com perspectiva estável.
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BCE empresta US$ 500 milhões a instituição financeira
O BCE divulgou que injetou US$ 500 milhões em um empréstimo com vencimento na próxima semana a uma instituição financeira da Zona do Euro.
Ata da reunião do Bank of England
A ata da reunião de 4 de agosto do Comitê de Política Monetária do BoE, divulgada nesta semana, mostrou que apenas um dos nove membros continuou a defender a ampliação do programa de compra de ativos em £ 50 bilhões. O comitê ainda decidiu pela manutenção da taxa básica de juro em 0,5%, bem como pelo programa de compra de ativos no valor total de £ 200 bilhões.
Morgan Stanley alerta para recessão global
O banco Morgan Stanley cortou suas projeções para o crescimento da economia mundial em 2011. A expansão do PIB, que era esperada em 4,2% anteriormente, foi rebaixada para 3,9%. Para 2012, a expectativa foi de 4,5% para 3,8%.
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Em relatório divulgado na quinta-feira (18), a instituição credita a mudança a uma resposta insuficiente para a crise da dívida na Zona do Euro, aliada à queda na confiança global e à previsão de que a política fiscal seja endurecida daqui para frente. Segundo Chetan Ahya, um dos analistas, Europa e Estados unidos estão perigosamente perto de uma recessão.
Maior supervisão para bancos europeus nos EUA
Reforçando os temores de retrocesso econômico, o The Wall Street Journal disse que o Federal Reserve e órgãos reguladores estão intensificando a supervisão das subsidiárias dos maiores bancos europeus nos EUA, com a preocupação com a capacidade dos bancos de financiar empréstimos e cumprir suas obrigações no país.
Corte de projeções para crescimento econômico global
A reavaliação dos investidores sobre o desempenho da economia global observado nos mercados financeiros é compartilhada por importantes bancos de investimentos norte-americanos; após o Morgan Stanley e o Goldman Sachs cortarem suas projeções de crescimento econômico para os EUA na quinta-feira, o Citigroup e o JP Morgan também reduziram suas expectativas na sexta-feira.
O primeiro prevê um avanço de 1,6% na economia neste ano e 2,1% no próximo, frente às projeções anteriores de 1,7% e 2,7%, respectivamente. Já o JP Morgan reduziu as projeções de alta de 2,5% no último trimestre deste ano e de 1,5% nos três primeiros meses de 2012 para crescimento de 1,0% e de 0,5%, respectivamente.
BNP reduz expectativas da economia brasileira
O banco francês BNP Paribas afirma, em relatório divulgado na sexta-feira, sua visão abaixo do consenso do mercado sobre o crescimento da economia brasileira para este ano e 2012, além de que cortes na taxa básica de juros nacional estão a caminho.
O documento revela que a visão de crescimento econômico brasileiro da instituição financeira está abaixo das estimativas do mercado de +4%, tanto em 2011 e quanto no próximo ano. O BNP Paribas reduziu sua previsão em 2011 de 3,8% para 3,5%, mas manteve a marca de 2,5% para 2012.
Agenda da semana
No Brasil, o IBGE divulgou que o IPCA-15 registrou inflação de 0,27% em agosto, 0,17 ponto percentual maior que a registrada no mês anterior. Enquanto isso, o relatório Focus, manteve a taxa básica de juros Selic em 12,50% para 2011. Já o IPCA registrou queda de 0,02 ponto percentual nesta semana, passando de 6,28% para 6,26%.
A FGV divulgou o IPC-S marcou taxa positiva de 0,17%, além do IGP-10 registrou taxa de inflação de 0,20% em agosto, resultado 0,32 ponto percentual maior que o apurado em julho.
Já nos EUA, a produção industrial apresentou alta de 0,9% em julho, resultado acima das projeções do mercado, mostrando melhora do desempenho em relação a junho. Enquanto isso, o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana, de 408 mil novas solicitações, veio pior do que as expectativas do mercado
Em relação ao setor de construção civil, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 604 mil casas no resultado anualizado de julho, não superando os 608 mil imóveis esperados, enquanto o Existing Home Sales mostrou que as vendas de casas usadas em julho atingiram o patamar de 4,67 milhões de casas, número inferior às expectitivas do mercado.
Ainda entre os indicadores norte-americanos, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia, de 30,7 pontos negativos, veio pior do que o esperado para agosto.
Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,599 na venda nesta sexta-feira. A moeda norte-americana fechou a semana em alta de 0,93%.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 11,46%, com queda de 0,40 ponto percentual na semana.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 137,72% de seu valor de face, alta de 0,065% na semana.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1 ponto base, aos 211 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda da quarta semana de agosto, destaque para a divulgação da segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao segundo trimestre, e também dos dados finais de confiança do consumidor dos EUA.
No cenário doméstico, atenção para as notas do Banco Central e à pesquisa mensal de emprego, todos referentes ao mês de julho.