Resumo semanal

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Em semana marcada pela preocupação do mercado acerca da crise fiscal na Zona do Euro, pelo início do período de divulgação dos resultados corporativos trimestrais nos EUA, além da afirmativa do presidente do Fed, Ben Bernanke, de que não vê a possibilidade de novos estímulos econômicos para o país, o Ibovespa registrou queda de 3,31% na semana – pior semana desde final de janeiro desse ano -, fechando esta sexta-feira (15) aos 59.478 pontos, seu menor patamar desde 25 de maio de 2010.

As ações da GOL registraram queda de 11,63% na semana, terminando a semana cotadas a R$ 17,47 cada. O papel teve como principais drivers na semana a compra da Webjet, quarta maior companhia aérea brasileira, a revisão negativa no rating corporativo da GOL pela Moody’s e os dados operacionais da companhia no mês de junho, onde se apurou uma perda no market share no segmento internacional.

Já as ações BRF Foods fecharam esta semana como principal destaque positivo dentre os papéis que compõem o benchmark, acumulando alta de 17,20%, encerrando o pregão desta sexta-feira cotadas a R$ 29,50 cada. Repercutiu para esse movimento positivo a aprovação do Cade – com algumas restrições – da fusão das marcas Sadia e Perdigão, processo que teve início no ano de 2009 e deu origem à Brasil Foods.

Petro e Vale
Os papéis da Petrobras fecharam esta semana no campo negativo. Na segunda-feira (11), a estatal brasileira negou “com veemência” as insinuações de favorecimento ilícito à empresa Manchester, em licitação de R$ 300 milhões para a prestação de serviços na Bacia de Campos, denunciadas pelo jornal “O Estado de São Paulo” no último domingo.

As ações da Vale também encerram a semana em queda. A companhia anunciou que desistiu da aquisição da Metorex, afirmando que não tem intenções de igualar a oferta apresentada na última semana pelo Jinchuan Group, da China. Além disso, a agência de classificação de risco Fitch afirmou o rating de dívida da Vale em BBB+, e concedeu a mesma nota ao IDR em moeda local e estrangeira.

Ainda no noticiário da mineradora, a companhia assinou um acordo com a sua subsidiária Vale Fertilizantes para constituir uma joint venture com a intenção de explorar o TUF, em Santos, que movimenta enxofre, amônia e fertilizantes.

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Zona do Euro em foco
Após Grécia e Portugal ganharem destaque nos debates sobre a crise fiscal na Europa, a Itália foi o foco da semana, devido às incertezas sobre a efetividade do plano de austeridade italiano lançado em 2010. Apesar dos líderes da União Europeia terem acenado por um fundo de resgate mais flexível para auxiliar os países devedores da região, os investidores demonstraram estar preocupados com a deterioração da situação econômica na Zona do Euro.

Entretanto, na quarta-feira (13), o governo da italiano chegou a um consenso sobre um novo plano de austeridade no valor de € 47 bilhões, fato bem recebido pelo mercado, com queda na percepção de risco sobre a possibilidade de contágio de economias centrais da Zona do Euro. Ainda na Itália, houve a captação de cerca de € 5 bilhões com a venda de títulos com vencimento entre 5 e 15 anos, registrando aumento do juro exigido pelo mercado apesar da maior procura pelos papéis.

Já na sexta-feira, foi realizado o teste de estresse com 90 bancos de 21 países da União Europeia, o qual mostrou que oito instituições financeiras foram reprovadas, resultando em um déficit de € 2,5 bilhões, segundo a EBA.

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Rebaixamento de ratings na Europa
A agência de classificação de risco Fitch reduziu o rating para os títulos de longo prazo do governo grego, na quarta-feira, de B+ para CCC, com perspectiva negativa. Na véspera, a Moody’s já havia reduzido o rating da Irlanda, de Baa3 para Ba1, também com perspectiva negativa.

Bernanke e rating dos EUA
No front norte-americano, a ata da última reunião do Fed mostrou divergência dos membros do comitê acerca da inclusão de um novo plano incentivo do governo dos EUA e o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, reportou que o banco central já listava três possíveis programas de estímulo econômico, para o país. Entretanto, Bernanke voltou atrás e afirmou que a instituição “pode não estar preparada, no momento, para adotar novas medidas”.

Ainda em relação aos Estados Unidos, a Moody’s colocou o rating do país em revisão para um possível corte, destacando a falta de resultados práticos em elevar o teto de sua dívida externa, o que poderá vir a fazer com que a maior economia mundial passe por um default.

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Agenda
No Brasil, a semana começou com o Relatório Focus mostrando um aumento nas projeções para o IPCA e para a Selic. A divulgação do IPC pela Fipe apontou variação positiva dos preços de 0,19% na primeira quadrissemana de julho.

Ainda no front doméstico, o IGP-M apontou deflação de 0,21% na primeira prévia de julho. Já a balança comercial registrou superávit de US$ 1,871 bilhões nas duas primeiras semanas deste mês, enquanto o IPC apontou variação positiva dos preços de 0,19% na primeira quadrissemana do sétimo mês do ano.

Também por aqui, o Banco Central divulgou o IBC-Br, que apresentou o queda na atividade econômica, com recuo de 0,68% na passagem de abril para maio.

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Nos EUA, o déficit na balança comercial norte-americana avançou no mês de maio em relação a abril, ficando acima do teto estimado por analistas, enquanto o Departamento do Tesouro do país divulgou que o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 43,1 bilhões em junho, resultado melhor do que o esperado.

Enquanto isso, o número de pedidos de auxílio desemprego recuou mais do que o esperado, apontando 405 mil novas solicitações na passagem semanal. Já confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi menor do que a esperada em julho, enquanto a produção industrial norte-americana apresentou alta de 0,2% em junho, resultado em linha com as projeções do mercado.

Ainda no front internacional, o governo chinês divulgou um crescimento de 9,5% da economia do país, por conta de maiores investimentos e um grande consumo interno. As expectativas eram de um avanço de 9,4%.

Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou esta sexta-feira cotada a R$ 1,575. Na semana, a valorização acumulada foi de 0,64%.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,48%, alta de 0,02 ponto percentual em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,16% de seu valor de face, queda de 0,095% na semana.

Confira a agenda da próxima semana
Na agenda para a terceira semana de julho, os investidores estarão atentos a reunião do Copom e ao novo rumo da política monetária, além do IPCA-15 de julho. No mercado interno também teremos o vencimento de opções sobre ações.

No cenário internacional, as atenções se voltam para a divulgação do Leading Indicators nos Estados Unidos, bem como para dados do setor imobiliário do país em junho. Já na Inglaterra, será apresentada a ata da última reunião do banco central local.