Resumo semanal

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Novamente o Ibovespa teve uma semana ruim. O índice desvalorizou-se 2,61%, chegando a 61.059 pontos nesta sexta-feira (17). Na véspera, o benchmark bateu a mínima desde maio de 2010. Acompanhando as pressões externas, sobretudo em relação à Grécia, a bolsa vem sendo duramente penalizada.

Pedro Galdi, analista da SLW, explica que esse movimento de reversão visto nos últimos pregões está relacionado ao grande fluxo de saída, tanto de investidores estrangeiros quanto locais da bolsa. Galdi comenta que o investidor estrangeiro está apostando na queda da bolsa brasileira e por isso está saindo daqui e investindo em outros mercados. Acompanhando esse movimento, o investidor local está optando pela realização de seus lucros e também começa a sair.

As ações da MMX fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando desvalorização de 9,19% e cotadas a R$ 8,20. Com esta baixa, os papéis seguem negativos tanto no mês quanto no ano, tendo recuado até então 13,23% e 26,98%, nesta ordem.

Já os units do Santander avançaram 6,19% no período de 13 à 17 de junho, se destacando na ponta ganhadora do Ibovespa nessa semana, encerrando o período cotados a R$ 18,00. Essa alta pode ser um caso de correção, já que os ativos do banco acumulam queda de 18,63% durante ao ano.

Petro e Vale
As ações mais líquidas da bolsa, Petrobras e Vale recuaram na semana. Ambos papéis da Petrobras tiveram queda de 2,02% no período e o papel ON fechou a R$ 25,67 na sexta-feira, enquanto o papel PN fechou a R$ 23,24.

Após especulações sobre a divulgação do plano de investimentos da Petrobras, a estatal afirmou que o novo plano 2011-2015, apresentado para o Conselho de Administração da empresa, ainda não foi aprovado, já que o Conselho pediou mais esclarecimentos. A empresa também anunciou, pela manhã, a aquisição de 50% dos direitos em dois blocos na bacia costeira do Gabão, os quais abrangem uma área de 6.683 quilômetros quadrados e possuem uma profundidade em água que varia de águas rasas até 2.400 metros.

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A Vale também foi penalizada. Sua ação ON teve queda de 3,61%, ficando cotada a R$ 47,22. Já a ação PNA teve baixa de 3,06%, fechando a R$ 42,71.

Tensões na Grécia
Do lado europeu, a semana começou sem avanços nas pendências em relação à Grécia. A queda de braço em BCE e Alemanha, sobre a aprovação do pacote de austeridade que permitirá nova rodada de auxílio ao país, ficou visível e os mercados absorveram a tensão. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de longo prazo da Grécia de “B” para “CCC”, com perspectiva negativa, contribuindo para a visão negativa dos investidores.

A situação política no país foi se deterirorando ao longo da semana e o primeiro ministro, George Papandreou, se viu obrigado a anunciar a reformulação do governo com a formação de um novo gabinete. Nesta sexta-feira os ânimos se acalmaram com o encontro, entre o presidente francês, Nicholas Sarkozy e a chanceler alemã, Angela Merkel, no qual deram sinais de união para solucionar os entraves que ainda regem a reestruturação da dívida grega.

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Política monetária brasileira
Após a decisão do Copom por uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros, levando a Selic a 12,25% ao ano, o mercado ficou na espera da Ata do Banco Central. Segundo analistas, o tom da autoridade monetária e a sinalização de quão extenso será o cilo de aperto eram os principais pontos a observar.

Conforme esperado, a ata da reunião apontou um processo de ajuste “gradual” na política monetária brasileira.

Projeções do FMI
Em um evento realizado em São Paulo, nesta sexta-feira, o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou suas projeções para o crescimento da economia mundial. O Fundo reduziu ligeiramente suas projeções de crescimento para a economia global em 2011, que passaram de um avanço de 4,4% para 4,3%. Para o próximo ano, porém, ele manteve sua estimativa de aumento do PIB global em 4,5%. A instituição afirmou que alguns riscos continuam pressionando a economia internacional.

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Para o Brasil, também houve redução nas estimativas. As projeções para o crescimento da economia brasileira em 2011 passaram de 4,5% para 4,1%. De acordo com o FMI, a queda nas projeções de crescimento para o Brasil refletem o menor ritmo da atividade industrial do País, assim como os riscos relacionados à inflação.

Agenda doméstica
No Brasil, a agenda semanal poderia ser considerada fraca, não fosse pela ata do Copom. O Relatório Focus revelou que as perspectivas para o crescimento do PIB sofreram um reajuste negativo de 0,04 ponto percentual, aos 3,96% no ano. Do mesmo modo, as estimativas para inflação foram reduzidas em 0,03 ponto percentual, agora em 6,19% – o que configura a sexta semana consecutiva de retração nas projeções.

O Banco Central divulgou o IBC-Br, que apresentou o queda na atividade econômica, com expressiva baixa de 1,18% na passagem de março para abril, marcando 147,06 pontos, na série sem ajuste sazonal. Já o IGP-10 marcou deflação de 0,22% em junho, número 0,77 ponto percentual abaixo do observado em maio.

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Referências externas
O mercado também ficou de olhos nos dados externos. Nos EUA, os ânimos melhoraram com a positividade dos dados do setor varejista e da inflação ao produtor. Outras divulgações também chamaram a atenção do mercado. O CPI registrou inflação de 0,2%, resultado acima das projeções do mercado, que apontavam para uma taxa de 0,1%.

A produção industrial norte-americana em maio mostrou avanço de 0,1%, resultado levemente abaixo das expectativas dos analistas. No mesmo período, a capacidade utilizada foi de 76,7%, em linha com as projeções do mercado. Já na região da Filadélfia, a atividade industrial em junho marcou 7,7 pontos negativos no período.

O Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio desemprego semanalmente, registrou 414 mil novas solicitações na última semana, resultado melhor que as expectativas dos analistas. Também foi publicado o déficit de conta corrente norte-americano, que embora tenha avançado para US$ 119,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ficou abaixo do teto de US$ 130 bilhões previstos.

Já o Leading Indicators – relatório que compreende vários índices já divulgados – registrou variação positiva de 0,8% no mês de maio, segundo a Conference Board, superando as expectativas do mercado, que apontavam alta de 0,4%. Já a revisão final da confiança dos consumidores do país, medida pelo Michigan Sentiment, decepcionou ao vir pior do que as expectativas do mercado em junho.

Além disso, dados sobre a economia chinesa chamaram a atenção e agradaram. O destaque ficou por conta da inflação ao consumidor, que ficou em linha com as expectativas dos analistas, e da produção industrial, que surpreendeu positivamente o mercado.

Câmbio e renda fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,597, estável na passagem semanal.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,41%, alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,26% de seu valor de face, queda de 0,11% na semana.

Já o indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 176 pontos-base, alta de 3 pontos-base na passagem semanal.