Resumo semanal

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Em uma semana marcada por elevação do rating do Brasil e reunião do Fed com manutenção dos juros, o Ibovespa ponderou ganhos e perdas e encerrou o período praticamente estável, com leve queda de 0,07%, fechando esta sexta-feira (24) aos 61.016 pontos.

As ações Embraer fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando baixa de 4,53%, fechando esta sexta-feira cotadas a R$ 11,98. O destaque negativo para a empresa nesta semana ficou por conta da recepção negativo do anúncio da JetBlue por parte dos analistas do Citigroup.

Por outro lado, as ações preferenciais da Ultrapar encerraram essa semana como principal destaque positivo dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando alta de 6,50%, encerrando este pregão cotadas a R$ 27,53. Com esse ganhos, a ação consegue reverter parte das perdas acumuladas anteriormente.

Petro e Vale
Novamente a Petrobras encerrou a semana no campo negativo. A queda observada nesta sexta-feira, quando as ações recuaram 1,98% e 1,68%, respectivamente, pressionou o desempenho da estatal na semana.

A semana começou positiva para a empresa, já que a agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating corporativo em moeda estrangeira da Petrobras de Baa1 para A3, em resposta à nova nota soberana para a dívida brasileira.

Porém, neste pregão, suas ações foram duramente penalizadas pela recente baixa do petróleo. O aumento repentino na oferta da commodity, pela AIE, fez com que as cotações do barril despencassem mais de 6% na quinta-feira. Nesta sexta, apenas o óleo WTC, negociado em Nova York, conseguiu fechar em alta.

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A Vale conseguiu terminar a semana registrando alta. Na última quarta-feira, a mineradora que pretende realizar uma OPA de até 100% das ações de emissão de sua subsidiária, a Vale Fertilizantes , objetivando posteriormente o fechamento do capital da empresa. Com o anúncio, os papéis da Vale Fertilizantes dispararam 24,86% nesta sexta-feira.

Rating do Brasil
Logo no início da semana, o mercado brasileiro acompanhou a elevação do rating soberano do Brasil pela Moody´s, passando de Baa3 para Baa2, além disso, a agência também manteve a perspectiva positiva para a nota.

De acordo com a nota divulgada pela Moody’s, os fatores responsáveis pela resiliência da economia brasileira a choques externos são o nível elevado de reservas internacionais, o robusto nível de reservas dos bancos e a exposição limitada da dívida a moeda estrangeira.

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De olho na Grécia
As inconstâncias no caso da Grécia têm ajudado no mau humor dos mercado internacionais. No último final de semana, os ministros das Finanças da Zona do Euro se reuniram em Luxemburgo, decidindo que a Grécia só terá acesso à próxima parcela do pacote liberado ano passado, de € 12 bilhões, caso aprove novas medidas de austeridade.

No meio da semana, os ânimos se acalmaram após o parlamento grego conceder seu voto de confiança ao novo gabinete escolhido pelo primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, confirmando as expectativas do mercado.

Reunião do Fed
A semana também foi marcada pela reunião do Fed, que terminou sem surpresas no campo monetário. Mais uma vez, a taxa básica de juros dos Estados Unidos permaneceu inalterada em seu menor patamar histórico, entre 0% e 0,25% ao ano. Porém, o discurso do presidente da instituição, Ben Bernanke, mexeu com os mercados e pressionou as bolsas no mundo todo.

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O Federal Reserve reduziu suas perspectivas de crescimento para a economia norte-americana em 2011, as quais passaram de um avanço entre 3,1% e 3,3% para alta entre 2,7% e 2,9%.

De acordo com Bernanke, uma nova rodada de flexibilização econômica pode ser opção para o Fed caso sejam necessárias novas medidas para assegurar a recuperação da economia do país. Ademais, aumentou-se também a perspectiva para a inflação e para a taxa de desemprego na maior economia mundial. Ainda de acordo com o presidente do Fed, por enquanto não é possível precisar o quão temporário é o menor ritmo de recuperação do país, já que pressões vindas da Europa e da Ásia seguem atrapalhando os mercados globais.

Agenda econômica na semana
No Brasil, novamente o Relatório Focus mostrou que a expectativa do mercado é de queda no ritmo inflacionário. O relatório indicou que o IPCA deverá registrar alta de 0,05% em junho e de 6,18% no ano, frente às estimativas prévias de 0,08% e 6,19%, respectivamente.

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O IPCA-15 marcou nova queda no ritmo inflacionário com taxa de 0,23% em junho, 0,47 ponto percentual menor que a registrada no mês anterior. Com esse resultado, o IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA, registrou variação de 1,71% entre abril e junho. Já o IGP-M apontou deflação de 0,21% na segunda prévia de junho, taxa 0,87 ponto percentual menor do que a registrada no mesmo período do mês anterior.

A atividade econômica ficou estável na passagem de março para abril deste ano, já descontadas as influências sazonais, segundo dados da Serasa Experian. No mesmo sentido, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País também permaneceu estável em maio, frente ao mês anterior.

Passando para as referências externas, o número de vendas de casas usadas nos EUA, medido pelo Existing Home Sales, foi melhor do que as expectativas de analistas durante o mês de maio. O indicador mostrou que as vendas anualizadas registradas no período atingiram o patamar de 4,81 milhões de casas, número superioràs estimativas do mercado, de 4,79 milhões.

Câmbio e renda fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,604, valorização de 0,44% na passagem semanal.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,41%, estável em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 136,25% de seu valor de face, queda de 0,01% na semana.