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Pressionado por referências externas, como aperto monetário chinês e novos capítulos da crise fiscal europeia, além do movimentado noticiário corporativo, o Ibovespa fechou esta semana com queda acumulada de 1,84%, aos 63.235 pontos – mínima desde 16 de julho de 2010. Esta foi a terceira baixa semanal consecutiva do índice.
Liderando as quedas do Ibovespa na semana, as ações ordinárias da Hypermarcas se desvalorizaram 21,52% no período, indo para R$ 15,90. Na última segunda-feira, a companhia divulgou seu balanço referente ao primeiro trimestre de 2011. Os números foram mal recebidos pelos analistas, que os avaliaram como “fracos” e abaixo do esperado, sobretudo por conta da mudança na política comercial da empresa. O Credit Suisse chegou a reduzir seu preço-alvo para as ações da companhia, assim como o HSBC, que também cortou a recomendação dos papéis para “neutra”.
Por outro lado, quem apresentou a maior valorização do Ibovespa na semana foi a MRV Engenharia, também em decorrência das análises de seus resultados. A ação MRVE3 subiu 13,38%, para R$ 15,08.
Petrobras e Vale
Entre as ações mais líquidas do Ibovespa, o desempenho foi unânime. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras
tiveram quedas de 2,03% e 2,29% na semana, respectivamente. Nesta sexta-feira (13), os investidores operaram na expectativa pelos resultados da estatal no primeiro trimestre deste ano.
Já os papéis PNA e ON da mineradora Vale somaram desvalorizações de 4,69% e 4,20%, nesta ordem, entre os pregões de 9 a 13 de maio.
China traz cautela
A balança comercial chinesa mereceu espaço na pauta internacional na terça-feira, uma vez que o superavit do país chegou a US$ 11,4 bilhões no último mês, mais do que quatro vezes o esperado.
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A inflação no país também esteve em foco, com o CPI marcando inflação anual de 5,3% em abril, sobre o mesmo período de 2010, superando levemente as expectativas dos analistas. Enquanto isso, o PPI mostrou alta de 7% nos preços ao produtor chinês no quarto mês deste ano, o que mantém a expectativa por mais medidas de aperto monetário na região.
Depois da divulgação dos índices de preços na segunda maior economia mundial, o PBoC anunciou que vai realizar mais uma elevação da exigência de reservas dos bancos em 0,5 ponto percentual, de forma a combater as pressões inflacionárias.
Inflação Doméstica
No Brasil, a inflação novamente roubou a cena logo no primeiro pregão da semana, mas desta vez com um viés positivo. Enquanto o IGP-DI mostrou variação de 0,50% em abril, taxa inferior à registrada em março, o IPC-S de 7 de maio apresentou variação de 1,05%, com aceleração de 0,10 ponto percentual da taxa registrada na última divulgação.
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Apesar disso, o mercado parece estar menos preocupado em relação à escalada de preços no País, uma vez que o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou uma menor percepção de crescimento da inflação, esperando que o IPCA feche o ano em 6,33%, ante 6,37% aguardados na medição anterior.
O mercado seguiu monitorando a evolução dos preços no mercado doméstico ao longo da semana. O IPC-Fipe indicou novo aumento da inflação ao marcar taxa de 0,64% na primeira quadrissemana deste mês, ao passo que o IGP-M apontou inflação de 0,70% na primeira prévia de maio, taxa maior do que a apurada no mesmo período do mês anterior.
Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, declarou na quinta-feira que o objetivo do Governo é trazer a inflação para o máximo possível para o centro da meta ainda em 2011. Com isso, fica reforçada a perspectiva de novos apertos monetárias ainda este ano.
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Atividade Econômica no Brasil
Deixando a inflação de lado, indicadores da atividade econômica brasileira, em geral, animaram os investidores na semana. A balança comercial registrou superávit de US$ 969 milhões na primeira semana de maio, com exportações de US$ 5,290 bilhões e importações da ordem de US$ 4,321 bilhões.
Já a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, realizada pelo IBGE, demonstrou que a produção da indústria nacional cresceu em sete das 14 regiões pesquisadas na passagem de fevereiro para março.
O Instituto também divulgou que as vendas do comércio varejista registraram alta no terceiro mês do ano. o avanço das comercializações foi de 1,2% frente a fevereiro, com ajuste sazonal. O resultado mensal apresenta uma melhora em relação ao mês anterior, quando houve uma interrupção na trajetória de várias taxas positivas nas vendas.
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Na indústria, a taxa de emprego aumentou 2,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2010. O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores também registrou aumento na mesma base de comparação, de 5,9%.
Ainda por aqui, o Banco Central divulgou o fluxo cambial da primeira semana de maio, que foi positivo em US$ 3,595 bilhões, com fluxo financeiro de US$ 761 milhões e fluxo comercial de US$ 2,834 bilhões.
Europa
De volta ao front externo, a Grécia voltou a preocupar nesta semana, quando cresceram especulações sobre a necessidade de uma nova ajuda financeira ao país, que poderia estar preparando a reestruturação da sua dívida. A especulação fez com que a agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixasse o rating do crédito soberano grego de longo prazo de “BB-” para “B”. Já a Moody’s colocou a nota do país em revisão para um possível corte.
A região também esteve no foco dos mercados na semana após a divulgação do PIB da Zona do Euro no primeiro trimestre, que registrou expansão mais forte do que a esperada pelos analistas. Segundo a Eurostat – agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia -, os 16 países que adotam o euro obtiveram crescimento da atividade de 0,8% nos meses entre janeiro e março, quando comparado ao último trimestre de 2010. Analistas projetavam uma alta de 0,6%.
Referências dos EUA
A movimentada agenda econômica dos Estados Unidos também mexeu com o humor dos mercados nesta semana. Entre os dados divulgados, o déficit na balança comercial do país passou de US$ 45,4 bilhões, de acordo com dados revisados de fevereiro, para US$ 48,2 bilhões no mês de março. O valor ficou pior do que o estimado por analistas, de US$ 47,7 bilhões.
Já o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 40,48 bilhões em abril. Este é o trigésimo primeiro mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget, mas, apesar disso, veio bem próximo às projeções feitas pelo mercado. Entre os índices de atividade econômica, o Wholesale Inventories de março mostrou que o nível dos estoques do setor atacadista dos EUA cresceu 1,1% no período, resultado acima do esperado.
Já o número de pedidos de auxílio-desemprego decresceu na passagem semanal, mas a um ritmo menor do que o projetado. Do mesmo modo, o volume de vendas no varejo também melhorou frente à última medição, contudo, a alta de 0,5% frustrou as estimativas de um avanço de 0,6%.
No que se refere a inflação, os preços ao produtor indicaram alta de 0,8% em abril, superior aos 0,5% que era esperado por analistas. Já o CPI, que mede a evolução dos preços ao consumidor, registrou variação positiva de 0,4% em abril, ficando em linha com a variação esperada pelo mercado.
Mostraram dados melhores que o esperado os indicadores que mediram o nível dos estoques das empresas norte-americanas no mês de março, além da confiança do consumidor dos EUA medida pela Universidade de Michigan em maio.
Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,633, valorização de 0,99% na passagem semanal.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, que fechou a semana sem tendência, o contrato com vencimento em janeiro de 2013, o qual apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 12,51%, queda de 0,05 ponto percentual em relação a semana anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 136,15% de seu valor de face, alta de 0,34% na semana.
Já o indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 161 pontos-base, baixa de 11 pontos na variação semanal.