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O Ibovespa fechou esta semana com valorização de 0,56% entre os pregões de 18 a 20 de abril, invertendo a tendência negativa vista nas últimas duas semanas. Vale lembrar que o período foi mais curto, uma vez que a bolsa brasileira ficará fechada na próxima quinta e sexta-feira devido aos feriados de Tiradentes e Paixão.
As ações da OGX tiveram uma semana difícil após divulgação da estimativa de volumes nos campos de Campos, Parnaíba e Colômbia, liderando com folga as perdas do Ibovespa no período, com queda de 8,40%, cotadas a R$ 18,00. A repercussão dos números foi amplamente negativa e os papéis desabaram 17% na segunda-feira. Contudo, o mercado passou a rever a forte desvalorização destas ações e a OGXP3 liderou a ponta compradora do Índice Bovespa nos dois pregões seguintes. Apesar da retomada, o saldo na semana, foi negativo em 8,4%.
Por outro lado, o anúncio de investimentos de R$ 1,2 bilhão em duas fábricas de MDF, placas de madeira usadas para a fabricação de móveis, levou as ações da Duratex ao maior avanço do portfólio do Ibovespa entre os dias 18 e 20 de abril. O papel subiu 6,77%, cotado a R$ 17,35.
Entre os ativos mais líquidos do Ibovespa, o desempenho nesta semana não foi unânime. Enquanto as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras tiveram quedas de, respectivamente, 0,90% e 0,54%, os ativos PNA e ON da Vale subiram 1,86% e 1,72%, nesta ordem.
Copom
Uma das principais referências nesta semana, a reunião do Copom permaneceu em foco, com os investidores de olho nos rumos da taxa básica de juros nacional. Esse encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira.
Reforçaram estas apostas de aperto monetário os índices de preços divulgados no Brasil nesta semana. A começar pelo IPCA-15, marcando aumento no ritmo de elevação dos preços com inflação de 0,77% em abril, taxa 0,17 ponto percentual maior que a registrada em março.
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Aliado a isso, o IPC-Fipe, na segunda quadrissemana deste mês, apontou novo aumento de inflação ao marcar taxa de 0,61%. Por outro lado, a segunda prévia do IGP-M de abril e o IPC-S mostraram evoluções dos preços menores do que nas medições anteriores.
Ainda falando em inflação, o relatório Focus trouxe mais uma vez elevação na mediana das estimativas para o IPCA tanto deste mês como do acumulado do ano.
Mercado de Trabalho no Brasil
Além dos dados de inflação, os investidores também avaliaram nesta semana dados referentes ao mercado de trabalho interno no mês de março, com a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País permanecendo praticamente estável frente ao mês anterior, segundo o IBGE.
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O nível de desocupação ficou em 6,5% no mês em questão, ligeira alta de 0,1 ponto percentual frente a fevereiro e recuo de 1,1 ponto percentual frente a março de 2010, quando estava em 7,6%.
Perspectiva de rating dos EUA
No front internacional, logo no primeiro pregão da semana os principais mercados globais sofreram com o clima de forte aversão ao risco instaurado após a Standard & Poor’s ter colocado o rating soberano dos Estados Unidos em perspectiva negativa. Mesmo assim, a agência reafirmou a nota em AAA.
De acordo com a S&P, a decisão de manter nota máxima foi graças a “economia flexível a altamente diversificada do país”, contudo a agência afirmou que existe um risco material de que os Estados Unidos não consigam chegar a um acordo a respeito dos desafios de orçamento até 2013.
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Outras referências dos EUA
Se por um lado o corte na perspectiva do rating norte-americano inspirou cautela na semana, por outro o movimento noticiário econômico do período se encarregou de garantir uma performance positiva às bolsas de Wall Street no acumulado semanal.
O destaque ficou por conta dos resultados da Intel, IBM e Yahoo!, todos superando as expectativas do mercado. Além disso, o Goldman Sachs reportou uma queda menor que a esperada do lucro líquido nos primeiros três meses deste ano, renovando o ânimo dos investidores por lá.
Na agenda econômica do país, o Housing Starts mediu 549 mil casas em início de construção nos EUA no resultado anualizado de março, superando as projeções do mercado que se voltavam para algo em torno de 520 mil imóveis.
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Enquanto isso, o Building Permits, que mensura o número de concessões de alvarás para a construção de novas casas no país, computou 594 mil permissões no mesmo período, alta em relação ao indicador de fevereiro, revisado para 534 mil.
Fechando a agenda norte-americana, o Existing Home Sales mostrou que o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou ligeiramente acima das expectativas de analistas durante o mês de março, atingindo o patamar de 5,1 milhões de casas, enquanto a estimativas eram próximas de 5 milhões.
China traz alerta
Um novo sinal de alerta foi dado pela China nesta semana. A segunda maior economia mundial promoveu nova elevação do compulsório, realizada no final de semana, em 50 pontos-base, para 20,5%, o que já era esperado pelo mercado, uma vez que a atividade no país e a inflação superaram as expectativas na última semana.
Crise fiscal europeia
Nesta semana, a crise fiscal europeia também voltou a trazer cautela às bolsas. Na segunda-feira, o mercado voltou a especular sobre a reestruturação da dívida pública na Grécia, apesar da negativa do ministro de Finanças George Papaconstantinou.
Somou-se ao conturbado cenário o resultado das eleições parlamentares na Finlândia, com a expressiva votação do partido True Finns – opositor a programas de ajuda financeira aos países em crise -, o que eleva as incertezas sobre a aprovação da participação do país em um programa de ajuda a Portugal.
Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,571, desvalorização de 0,44% na passagem semanal.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, que fechou em alta, o contrato com vencimento em maio de 2011, o qual apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,92%, alta de 0,08 ponto percentual em relação a semana anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,87% de seu valor de face, alta de 0,15% na semana.
Já o indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 175 pontos-base, alta de cinco pontos na variação semanal.