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Em meio a referências internas e externas, o Ibovespa encerrou a semana em alta de 0,83%, marcando sua sexta variação semanal positiva. O principal índice da bolsa paulista refletiu também um movimentado noticiário corporativo no período.
Cabe destacar que a semana marcou a volta do Ibovespa à casa dos 70 mil pontos. Na sessão do dia 5 de setembro, o benchmark atingiu sua maior cotação desde 9 de abril deste ano, fechando aos 71.283 pontos. Nesta sexta-feira (8), o índice fechou aos 70.808 pontos.
Por aqui, uma semana após o primeiro turno das eleições, com 18 estados do País já sabendo quem será seu próximo governador, as ações da Copel fecharam a semana como principal destaque positivo dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com uma alta acumulada de 10,48%, cotadas a R$ 41,00. O fato dos ganhos das ações da companhia paranaense aparecerem logo após a eleição não é fortuito. A saída de Roberto Requião (PMDB) do governo do estado do Paraná para a posse de Beto Richa (PSDB) foi comemorada pelos mercados, uma vez que o PSDB é tido como um partido mais inclinado a privatizações – o estado do Paraná atualmente detém 59% das ações ON da empresa e 31% do capital.
Por outro lado, com ambas as empresas sendo alvo de corte de recomendações, as ações ON e PN de Usiminas e Petrobras registraram as quatro maiores quedas do Ibovespa na semana. No extremo do índice, aparecem os papéis ordinários da siderúrgica, que acumularam perdas de 7,46% entre os dias 4 e 8 de outubro. Logo atrás, surge a Petrobras, com as ações PN e ON recuando 5,45% e 5,23%, respectivamente. A quarta posição ficou com os ativos PNA da Usiminas, que acumularam queda de 4,54%.
IOF
No front doméstico, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no início da semana que o País iria dobrar o IOF sobre capital externo no mercado de renda fixa brasileiro. A nova cobrança, agora de 4%, passou a valer na última terça-feira (5), sendo uma tentativa do governo de conter a valorização do real. Na quarta-feira, o conselho comunicou a extensão da medida para fundos de investimento em ações.
Nesta sexta, o CMN adotou uma nova medida para que estrangeiros não escapem da nova elevação do IOF. Excluídas operações com derivativos, investidores estrangeiros que transferirem seus recursos das operações financeiras de aplicações com renda variável, tanto na bolsa de Valores quanto na de Mercadorias e Futuros, estarão submetidos a uma regra de câmbio simultâneo.
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Agenda
No front doméstico, o relatório Focus publicado pelo Banco Central manteve o otimismo dos economistas com a economia brasileira: a projeção para o crescimento do PIB neste ano aumentou 0,02 ponto percentual, marcando a quinta alta consecutiva. Agora, o mercado espera por um crescimento de 7,55% para a economia brasileira em 2010. No mesmo sentido, a CNI elevou sua projeção para o PIB do País em 2010 de 7,2% para 7,5%.
Ainda por aqui, uma pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revelou que, em setembro, a cesta básica ficou mais cara para o consumidor em 14 das 17 capitais brasileiras analisadas. O mercado repercutiu ainda o dado de produção da indústria nacional, que recuou em nove das 14 regiões pesquisadas na passagem de julho para agosto, como mostrou a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, divulgada pelo IBGE.
No campo inflacionário, o IPCA e o INPC registraram inflações de 0,45% e 0,54% em setembro. Além disso, o INCC apresentou alta sobre o resultado de agosto.
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Já a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2009. A taxa foi a sétima positiva consecutiva para este tipo de comparação. No mesmo sentido, o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou alta no oitavo mês deste ano ante 2009.
Referências externas
No noticiário internacional, destaque para as novas projeções do FMI. Para os Estados Unidos, o Fundo previu que o país crescerá 2,6% em 2010, abaixo dos 3,3% projetados em julho. Para o Brasil, em específico, a expectativa em relação ao crescimento do PIB aumentou de 7,1% para 7,5% neste ano.
Nos Estados Unidos indicadores aquém do esperado trouxeram cautela e volatilidade às bolsas na semana. É o caso do volume de encomendas à indústria em setembro, do número de pedidos de auxílio desemprego na última semana e do volume de crédito concedido ao consumidor norte-americano em agosto.
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Em sentido oposto, apresentaram números melhores que o esperado os indicadores que mostraram o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA e o crescimento do setor de serviços nos EUA, ambos em setembro.
Os grandes bancos centrais europeus, BoE (Bank of England) e BCE (Banco Central Europeu), anunciaram que não vão alterar suas taxas básicas de juros, mantendo-as em 0,5% e 1,0%, respectivamente. Em termos de produção industrial, a Alemanha registrou forte crescimento, de 1,7%, superando expectativas.
Na Europa, a agência de classificação de risco Moody´s anunciou que pode elevar o rating da Grécia, mas reavaliou o rating “Aa2” da Irlanda, com possível rebaixamento. Por sua vez, a Fitch reduziu o rating da Irlanda de “AA-“ para “A+” , alertando ainda para a possibilidade de novos cortes. Em contrapartida, foi divulgado o PIB da Zona do Euro, que registrou expansão de 1,0% no segundo trimestre de 2010, conforme o esperado.
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Ainda lá fora, a autoridade monerária japonesa decidiu implantar nova política de flexibilização monetária, visando impulsionar a economia e conter a alta do iene frente ao dólar. Com isso, a taxa básica de juros foi reduzida a um patamar entre 0% e 0,1% ao ano.
Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,667, acumulando na semana depreciação de 0,83%.
No mercado de renda fixa, o contrato com vencimento em janeiro de 2012, que apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,42%, queda de 0,02 ponto percentual em relação a semana anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 139,76% de seu valor de face, alta de 1,02% na semana. Por outro lado, o risco-país fechou cotado a 197 pontos-base, queda de 5 pontos na variação semanal.