Resumo Semanal

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O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,65%, aos 70.673 pontos. O movimento do índice mostra uma recuperação à baixa vista na semana passada, quando interrompeu uma sequência de sete altas semanais consecutivas. Com a valorização nesta semana, o Ibovespa encerrou o décimo mês deste ano em alta de 1,79%.

Em outubro, as ações da Lojas Americanas lideraram os ganhos do Ibovespa, acumulando valorização de 18,31%, e fechando a sessão desta sexta-feira (29) a R$ 18,29. Do outro lado do índice, com queda de 16,19% ao longo do mês, as ações da Redecard encerram outubro como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, fechando esta sessão cotadas a R$ 22,00.

Outros destaques corporativos
Entre os papéis mais líquidos do Ibovespa, o desempenho não foi unânime. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras registraram alta semanal de 6,77% e 6,73%, respectivamente. No sentido oposto, as ações ON da Vale somaram desvalorização de 0,65%, ao passo que os papéis PNA caíram 1,02%.

Dentro do noticiário da estatal, a ANP confirmou a descoberta de petróleo realizada no pré-sal de Libra, em área totalmente pertencente à União. O volume recuperável de óleo pode variar entre 3,7 e 15 bilhões de barris, sendo a estimativa mais provável de 7,9 bilhões de barris, de acordo com avaliação da certificadora Gaffney, Cline & Associates.

Já a Vale chamou atenção ao divulgar seu melhor resultado da história. O lucro líquido no terceiro trimestre de 2010 – de R$ 10,6 bilhões – representou avanço de 253% sobre o mesmo período do ano anterior. Além disso, o conselho de administração da Vale aprovou o orçamento de investimentos de US$ 24 bilhões para o ano de 2011, montante 125,1% superior aos US$ 10,662 bilhões gastos nos últimos 12 meses findos em 30 de setembro deste ano.

Outra empresa em foco na semana foi a Usiminas. A siderúrgica reportou seus números do terceiro trimestre, período no qual registrou lucro líquido de R$ 495 milhões, ante um lucro de R$ 433 milhões auferidos no mesmo período de 2009 – uma alta de 14%. Além disso, a receita líquida e o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia também apresentaram melhora em seu desempenho na comparação anual. Há rumores de que é crescente a possibilidade de elevação da tarifa de importação de aço, de 12% para 18%, além da implementação de novas medidas exigidas pelo setor.

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Agenda
Por aqui, o principal destaque da semana ficou por conta da ata da última reunião do Copom. No documento, a autoridade apontou que há uma percepção favorável quanto ao rumo da inflação nos próximos meses, “consistente com a trajetória de metas”. Mas, “caso a inflação não convirja tempestivamente para o valor central da meta estabelecida pelo CMN, a política monetária atuará a fim de redirecionar a dinâmica dos preços e, portanto, assegurar que a meta seja atingida”, revelou a ata.

Como de costume, o início da semana foi marcado pelo Relatório Focus, do Banco Central, que trouxe como destaque os novos aumentos das expectativas de inflação, tanto para o mês de outubro como também para o resultado anual. Ainda por aqui, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 274 milhões na quarta semana de outubro.

Também no front doméstico, o Banco Central publicou nesta semana a Nota de Política Fiscal referente ao mês de setembro, quando o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 27,756 bilhões, forte elevação frente a agosto, quando houve superávit de R$ 5,222 bilhões. A Nota do Setor Externo, por sua vez, mostrou que o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em setembro deste ano foi superavitário em US$ 11,606 bilhões. Já a Nota de Política Monetária do Banco Central apontou volume de crédito em setembro deste ano aumentou na comparação mensal e anual.

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Ainda na agenda, a FGV divulgou o relatório da Sondagem Industrial do mês de outubro. O ICI voltou a apresentar avanço. No campo inflacionário, destaque ao o IGP-M, que apontou inflação de 1,01% em outubro, taxa menor do que a vista no mês anterior.

Referências Externas
No cenário internacional, destaque para a preliminar do PIB dos EUA no terceiro trimestre, com expansão de 2,0%, em linha com as projeções do mercado. Apesar da evolução, o mercado ainda vê com desconfiança a recuperação da economia norte-americana, considerando o crescimento ainda como tímido.

Com isso, forma-se grande expectativa acerca da próxima reunião do Federal Reserve, que ocorrerá na próxima semana, e poderá determinar novas medidas de incentivo à economia. Ainda assim, muitos analistas estão receosos quanto à eficiência de uma nova rodada de flexibilização quantitativa.

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Em relação aos dados econômicos norte-americanos divulgados ao longo da semana, a maioria das referências foi positiva, com exceção dos preços dos imóveis no país em agosto. Mostraram dados melhores que o esperado os pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria dos EUA durante o mês de setembro, bem como o número de casas novas e usadas vendidas no último mês e a confiança do consumidor norte-americano em outubro.

Na última sessão da semana, o mercado avaliou a atividade industrial na região de Chicago, que ficou acima do esperado pelo mercado em outubro. Também ficou em foco a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan, que veio abaixo do esperado neste mês, em linha com o custo da mão-de-obra no terceiro trimestre de 2010.

Ainda no front externo, Patrick Esteruelas, analista sênior da Moody’s, disse que os bons fundamentos econômicos que permeiam os países emergentes favorecem a valorização das moedas, principal desafio do grupo neste momento. “A maneira como os governos e as autoridades dos bancos centrais responderam depende de suas prioridades políticas e sua capacidade de intervir de maneira agressiva e eficaz no mercado”, afirmou o analista, que complementa – “Acompanharemos de perto o potencial efeito dessas ações no ritmo dos fluxos de capital para as economias emergentes, e como esses países enfrentam este desafio”.

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Discursos
Por aqui, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a reafirmar no início da semana que o Brasil não pretende reintroduzir a cobrança de Imposto de Renda sobre aplicações estrangeiras no País, esfriando assim rumores neste sentido que rondaram os mercados na sessão de segunda-feira. Segundo Mantega, isso poderia intensificar a entrada de dólares no País, uma vez que a taxação só pode valer a partir do ano seguinte à aprovação da lei, então, os investidores internacionais poderiam se antecipar e aplicar no mercado doméstico antes do início da cobrança.

Quem também se pronunciou na semana foi o ministro do Comércio chinês, Chen Deming, dizendo que a emissão de dólares feita pelos EUA está fora de controle, alfinetando as últimas medidas de estímulos econômicos adotadas e que podem estar por vir. Segundo o ministro, este descuido dos EUA vem inflando os preços das commodities internacionais, e, consequentemente, a inflação local.

Já o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, afirmou que o governo está tomando todas as medidas necessárias para evitar uma bolha cambial. Na visão dele, o mercado está digerindo as restrições adotadas recentemente, e, portanto, “nós temos que esperar um pouco o efeito dessas medidas para esperar o mercado se estabilizar”, afirmou Meirelles em Nova York.

Perguntado sobre a possibilidade do Federal Reserve anunciar novas medidas de estímulos na próxima semana, quando ocorrerá reunião do Fomc, o presidente do BC disse acreditar que o mercado já antecipou o evento e espera pelas consequências no mercado brasileiro.

Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,703, acumulando na semana depreciação de 0,35%.

No mercado de renda fixa, o contrato com vencimento em janeiro de 2013, que apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,71%, queda de 0,14 ponto percentual em relação a semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 139,80% de seu valor de face, alta de 0,25% na semana.

Por outro lado, o risco-país fechou cotado a 173 pontos-base, baixa de nove pontos na variação semanal.