Resumo semanal

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Em uma semana repleta de referências econômicas, entre dados abaixo do esperado na China levantando temores de uma desaceleração no país, decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros e indicadores dos EUA, os mercados acionários recuaram. Por aqui, com cinco dias repletos de resultados corporativos de peso, o Ibovespa fechou em queda de 2,69%, a 66.264 pontos. 

O destaque de alta da semana ficou com as ações da TAM (+22,92%). As ações dispararam na sexta-feira (+27,64%) após anúncio de união de suas atividades com a Lan. A holding resultante da união entre as empresas será posteriormente incorporada pela empresa chilena. Haverá uma OPA para aquisição das ações da TAM na bolsa, com objetivo de fechar seu capital.

Na ponta negativa, destaque para as ações ordinárias da TIM, que acumularam desvalorização de 8,72%, R$ 7,33 cada. Em carta enviada aos funcionários, o presidente da operadora, Luca Luciani, desmentiu os boatos de que a empresa negociava venda de parte de seu capital para a inglesa Vodafone, informou a assessoria de imprensa da TIM à InfoMoney. Nela, Luciani enfatizou que a empresa não procura sócios.

Entre as ações mais líquidas, a semana foi de quedas. As ações ordinárias da Petrobras fecharam em queda de 5,25%, enquanto os ativos preferenciais fecharam em baixa de 4,92%. Já os papéis da Vale fecharam com recuo de 3,27% e 2,70%, na mesma ordem.

Fed
Principal referência da semana, o Fomc optou pela manutenção, pela 15ª vez consecutiva, do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Avaliando que o cenário econômico está mais fraco, o comitê anunciou que irá manter constante o atual patamar de alguns tipos de ativos securitizados sob sua posse, reinvestindo o pagamento do valor principal que receber dos títulos de dívida lastreados em financiamento hipotecário e também de títulos com lastro em Treasuries de longo prazo.

Cenário corporativo
A Petrobras confirmou a ocorrência de um incidente em sua plataforma P-33, na bacia de Campos. A estatal registrou um princípio de incêndio na saída de vapores da unidade, e a ANP anunciou a suspensão das operações na plataforma. Ainda sobre a estatal, o UBS reduziu sua recomendação para os papéis ordinários, citando incertezas sobre os termos do processo de capitalização e quanto ao valor pago pelo barril de petróleo na cessão onerosa.

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O empresário Eike Batista afirmou que o poço Califórnia, na Bacia do Parnaíba, tem uma reserva de até 15 trilhões de pés cúbicos de gás, o que representaria 25% da produção diária brasileira. A OGX ainda divulgou lucro líquido de R$ 57,790 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 177,528 milhões registrado no mesmo período de 2009.

O Bradesco e o Banco do Brasil anunciaram assinatura de memorando de entendimentos com o Banco Espírito Santo, de Portugal, para o estabelecimento de uma parceria estratégica visando atuação conjunta no continente africano.

Resultados corporativos
Cyrela, Brasil Ecodiesel, AmBev, Cesp, LLX, Gol, Itaúsa, Braskem, ALL, Cosan, Sabesp, AES Tietê e BM&F Bovespa integram a extensa lista de empresas que reportaram seus resultados referentes ao segundo trimestre ao longo desta semana.

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Entre tantos balanços, destaque para os números da CSN, que reportou avanço de 167% no lucro líquido na base anual, totalizando R$ 894 milhões no 2T10. Em conferência com analistas, que elogiaram muito os resultados da siderúrgica, a empresa reforçou sua aposta no mercado doméstico, na recuperação dos preços do minério de ferro exportado e na busca por produtos de maior valor.

Por sua vez, a Petrobras fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 8,295 bilhões, 7% acima do visto no trimestre passado. A receita operacional líquida da estatal somou R$ 53,63 bilhões entre abril e junho, indicando uma evolução de 6% frente ao trimestre anterior. Já o Ebitda (geração operacional de caixa) ficou em R$ 15,927 bilhões, variação positiva de 6% na base trimestral.

Agenda
Os indicadores da China foram destaque na semana, deflagrando temores de uma desaceleração econômica no gigante asiático. A produção industrial no país cresceu 13,4% em julho, a menor variação desde janeiro deste ano, enquanto novos empréstimos somaram um montante menor que o esperado. Os preços de propriedades nas 70 maiores cidades chinesas avançaram no menor ritmo em seis meses em julho, e as importações avançaram 22,7% em julho, abaixo das estimativas de 30%. Por outro lado, o índice de confiança do consumidor chinês subiu no segundo trimestre, registrando o quinto aumento trimestral consecutivo.

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Na Europa, destaque para o avanço acima do esperado de 0,1% no PIB da Zona do Euro no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano. O resultado foi puxados pela surpreendente expansão de 2,2% do PIB da Alemanha, maior alta desde 1990.

Nos EUA, o déficit na balança comercial veio maior do que o esperado em julho, ao passo que o déficit do orçamento do governo surpreendeu positivamente no mesmo mês – ainda assim, foi o vigésimo segundo mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget.

Por aqui, o emprego industrial avançou 0,5% na passagem de maio para junho. Na base anual, o emprego no setor avançou 4,9%, “quinta taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde o início da série histórica”. As vendas do comércio varejista registraram crescimento de 1% em junho frente a maio, e 1,3% na base anual, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio.

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Entre os indicadores de inflação, o IGP-M apontou variação positiva de 0,42% no primeiro decêndio de agosto, ante alta de 0,14% no mesmo período do mês anterior.

Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,772, fechando a semana com uma variação positiva de 0,74%

No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,78%, estável em relação à semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 138,35% de seu valor de face, alta de 0,07% na semana. O risco-país fechou cotado a 196 pontos-base, queda de 6 pontos na variação semanal.