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Em uma semana marcada por pregões bastante voláteis, mas que não mostraram fortes quedas ou altas em seus fechamentos, o Ibovespa fechou o período em uma queda de 1,26%, aos 61.320 pontos. Com isso, o índice encerrou duas semanas de fortes altas.
Entre as principais referências da semana, estiveram o desenrolar da crise na zona do euro, os indicadores ruins vindos da economia mundial – principalmente da China -, a troca de farpas entre Brasil e EUA e o anúncio de estímulo econômico pelo Japão. Entretanto, nada que fizesse o Ibovespa ter uma tendência definida durante as sessões.
O começo da semana foi marcado por uma realização do índice, encerrando em queda de 0,48%. após uma sequência de sete altas, e de ter registrado a melhor performance desde outubro do ano passado, em meio à terceira rodada de alívio econômico nos EUA. Entretanto, as outras sessões também não mostrando nenhuma definida, sendo que em nenhuma delas houve queda ou alta maior de 0,6%.
Resoluções e estímulos não animam
Na Europa, o noticiário foi bastante movimentado, principalmente com relação à Espanha, em meio às expectativas de que o país solicitasse formalmente um resgate e aceitar condições rígidas para que o BCE possa comprar os títulos do país. Alguns analistas se mostravam céticos se o país realizará um movimento nesse sentido.
Entretanto, na sexta-feira, o Financial Times publicou que o governo espanhol e as autoridades europeias trabalham em conjunto em um plano de reformas estruturais para, então, formalizar o pedido de resgate. Esta notícia animou os mercados, uma vez que essa era uma das principais preocupações dos investidores, dada que a relutância do governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy estava incomodando o mercado.
A Grécia também seguiu no radar, em meio a reunião de oficiais do ministério das Finanças do país para discutir os cortes de € 11,9 bilhões de gastos. Enquanto isso, na quarta-feira, o anúncio do governo japonês de injeção de cerca de US$ 127 bilhões na economia em um programa parecido com o Quantative Easing norte-americano, levaram o índice a subir no intraday, mas não sustentou a alta dos mercados na data.
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Indicadores ruins
Enquanto a Espanha trouxe ânimo ao mercado com a possibilidade de realizar um resgate e o Japão gerou otimismo com a injeção monetária no país, os indicadores econômicos mostraram uma realidade nada animadora. O mais preocupante foi o referente à China, que indicou uma contração da sua atividade industrial pelo 11º mês seguido, depois que a produção industrial atingiu o seu pior momento em quase um ano.
Além disso, a atividade industrial na Europa também preocupou, mostrando o pior nível em mais de três anos, o que sugere que o bloco pode voltar à recessão.
Em meio a um cenário econômico ainda fraco, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou que a nova rodada de compra de títulos nos EUA era necessária, sendo que autoridade monetária provavelmente manterá seu atual ritmo de compras de títulos até o final do ano. Para ele, a instituição tomou um forte passo em direção à condicionalidade ao dizer que o país continuará a intervir enquanto o mercado de trabalho permanecer fraco.
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Disputa entre Brasil e EUA
Em destaque durante a semana, também esteve a elevação do tom entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente norte-americano, Barack Obama. As acusações giram em torno do protecionismo, após o Brasil elevou a tarifa de importação para 100 produtos no início deste mês, enquanto os EUA anunciaram um agressivo pacote de estímulo à economia, por meio do qual comprará US$ 40 bilhões de títulos lastreados em hipotecas por mês.
Obama diz que pode retaliar via barreiras contra bens brasileiros nos EUA, ao passo que Mantega alertou para uma nova intensificação da guerra cambial. Nessa guerra, termo cunhado pelo próprio Mantega, o Brasil poderá taxar o capital estrangeiro, disse o ministro, que voltou a ressaltar que o país tem espaço para cortar ainda mais a taxa Selic.
Cenário corporativo
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, a EBX Brasil, holding de Eike Batista, nomeou Thor Batista – filho mais velho do empresário para o cargo de diretor, sem designação específica. A empresa realizou reunião do conselho na segunda-feira, elegendo o primogênito de 21 anos para o cargo.
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Já Abilio Diniz, da família fundadora do Pão de Açúcar encaminhou na véspera uma carta a Jean-Charles Naouri, presidente e dono do Casino, na qual se recusa a convocar uma reunião do conselho de administração – e, posteriormente, uma assembleia de acionistas – para tratar de uma possível reforma de estatuto da companhia proposta pelo grupo francês.
Enquanto isso, no setor imobiliário, as tensões entre Gafisa e Alphaville Participações se intensificaram após a construtora e incorporadora ter anunciado possível abertura de capital ou venda de participação da Alphaville Urbanismo, movimento tomado sem o conhecimento da Alphapar, segundo uma fonte próxima ao assunto afirmou à Reuters.
Nas pontas do índice durante a semana, o destaque de alta ficou com as ações da Transmissão Paulista, em um movimento de recuperação após o forte baque nas suas ações em meio aos anúncios do governo de redução dos preços de energia elétrica. Enquanto isso, a maior baixa ficou com os papéis da CSN, com baixa de 6,20%, aos R$ 12,85.
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Agenda da próxima semana
Na agenda da próxima semana, os destaques ficarão com as notas do Banco Central, além do Relatório de Inflação referente ao terceiro trimestre de 2012. Os indicadores da indústria e da inflação também estarão no radar dos investidores.
Já nos EUA, o destaque fica com os indicadores imobiliários e de inflação do país, além dos dados de confiança do consumidor. Enquanto isso, na China, as atenções se voltarão para os dados de produção industrial referentes ao mês de setembro.