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Em sua segunda semana seguida marcada por quedas, o Ibovespa registrou recuo de 3,50%, aos 59.175 pontos, após registrar quatro pregões negativos no período. Com isso, o índice registrou a maior queda desde o período de 14 a 18 de maio, quando registrou baixa de 8,30%.
A expressiva queda durante o período foi bastante guiada pelos pregões de terça e sexta-feira, quando o índice fechou em baixa de 2,27%, e 1,77%, respectivamente, nestas datas. No radar dos investidores, estiveram, no front interno, as fortes quedas das ações de bancos – em meio à redução da taxa de juros pelo Bradesco, seguido pelo Banco do Brasil – e uma expectativa de intervenção no setor das operadoras de cartões. Já no cenário internacional, o mercado repercutiu as notícias vindas com relação à zona do euro, em meio à crise vivida na Espanha e na Grécia.
Espanha: impasse com pedido de resgate
No início da semana, o destaque ficou mais uma vez com a Espanha, em meio ao impasse com relação a um pedido de resgate pelo país. A vice-primeira-ministra do país em coletiva na quinta, Soraya Saenz de Santamaría, alertou que a Espanha deve continuar com os cortes de gastos para reduzir o déficit, como planejado, para cerca de € 40 bilhões até 2013. Além disso, será criado uma agência independente para regular essas medidas e os próprios gastos do governo.
Vale ressaltar, ainda, que o país vem sofrendo com as notas de crédito pelas agências de classificação de risco. A agência Egan-Jones cortou a nota espanhola, já que esperam um aumento no déficit e no já elevado desemprego do país. Além disso, os mercados seguiram as expectativas por conta da esperada revisão do rating espanhol pela Moody’s.
Entretanto, no último dia útil da semana, houve uma notícia positiva, com a divulgação do teste de estresse dos bancos do país. O teste revelou uma necessidade de recapitalização de cerca de € 59,3 bilhões do Banco Central Espanhol, bastante abaixo das expectativas de € 100 a € 150 bilhões.
Grécia também preocupa
Além da Espanha, a Grécia também seguiu no radar dos investidores, desanimando os mercados diante dos rumores de que possuiria um rombo de até € 20 bilhões. Deste modo, a situação grega voltou a dar novos sinais de preocupação em meio a dificuldades do país conseguir cortar gastos. De acordo com o membro do Conselho Administrativo do BCE, Jens Weidmann, a autoridade monetária não irá preencher os potenciais déficits de financiamento no orçamento da Grécia.
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Para piorar, surgiram rumores de que o país poderá pedir ao BCE a extensão do vencimento dos títulos públicos detidos pela autoridade monetária. Já os dois anos adicionais no programa de resgate custarão até € 15 bilhões à Grécia, disse o ministro de Finanças do país, Yannis Stournaras.
Em meio a esse cenário ainda bastante incerto e desafiador na zona do euro, algumas referências levaram os investidores a acreditar que a união monetária deve seguir firme, pelo menos por mais algum tempo. Maior economia do bloco, a Alemanha removeu o último obstáculo para ratificação do ESM, depois de incertezas se ele seria confirmado.
Em meio a tudo isso, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente do BCE, Mario Draghi se encontraram para discutir a crise. Em discurso na BDI, Draghi defendeu de uma maneira bastante enfática os planos de compra de títulos do banco, afirmando que o maior risco para a economia do euro ocorrerá caso não haja atuação da autoridade monetária, que deve ser feito conjuntamente aos países do bloco econômico.
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Cenário corporativo
No Brasil, o cenário corporativo esteve bastante movimentado. Em destaque, esteve a confirmação da conclusão da a OPA das ações da Redecard pelo Itaú Unibanco. Deste modo, as ações da adquirente se despedem da bolsa com alta de 45,74% em relação à cotação de 12 de julho de 2007, quando a companhia abriu o capital.
Vale ressaltar ainda a forte queda das ações da Time For Fun, depois da IMX, uma das empresas de Eike Batista, anunciar que fechou parceria com o Cirque du Soleil. Com isso, a empresa de Eike passa a deter os direitos exclusivos de promover todos os espetáculos do Cirque du Soleil na América do Sul. Vale lembrar que a Time for Fun vem promovendo os espetáculos do grupo canadense na região, o que contribui para o seu resultado, e já havia comunicado a venda do espetáculo Corteo no quarto trimestre com estreia prevista no início do ano que vem.
Além disso, a CSN está em negociação com o BNDES para participar em sua oferta por ativos da ThyssenKrupp – a CSA e uma laminadora nos EUA, de acordo com matéria do jornal Valor Econômico. Segundo a publicação, o banco financiaria a aquisição, mas também entraria como sócio no negócio, segundo modelagem que vem sendo discutida ainda de forma preliminar.
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Com relação aos bancos, após o Bradesco anunciar redução nas taxas de juros, o Banco do Brasil sinalizou que irá reduzir de um grupo de sete tarifas cujos valores foram reajustados no início do ano. O corte atende a uma decisão do Ministério da Fazenda, que pretende forçar os bancos privados a diminuir suas tarifas.
Em meio a esse cenário, os destaques ficaram com as ações dos bancos, das adquirentes e das siderúrgicas, que fecharam em forte queda durante a semana. As ações da Cielo registraram a maior baixa, com queda de 14,97%, aos R$ 50,59, seguida pelas ações da Usiminas e da CSN. Estiveram ainda em baixa a,as units do Santander e os papéis do Itaú Unibanco e Bradesco. Já na ponta positiva, estiveram os papéis da Marfrig, da Sabesp e da B2W.
Agenda da próxima semana
Na agenda doméstica para a primeira semana de outubro, destaque para a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE e que acompanha a evolução da produção e do mercado de trabalho na indústria.
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Além disso, teremos a divulgação da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apresentada pelo Dieese e que avalia o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos que compõem a cesta básica.
Nos Estados Unidos, o Fomc revela a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.
Vale destacar ainda as reuniões de vários Bancos Centrais durante o período: na quinta-feira teremos reuniões do BCE (Banco Central Europeu) e do Banco Central da Inglaterra. Já na sexta, o Banco do Japão se reúne para decidir se irá elevar a taxa básica de juro do país.