Resumo Semanal

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Em uma semana de bastante volatilidade e seguindo os mercados internacionais, o Ibovespa registrou uma queda de 0,25%, aos 54.195 pontos. Os investidores ficaram de olho nos EUA, com as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, animando os mercados, mas também repercutiram negativamente as projeções para a economia brasileira e o cenário europeu ainda bastante incerto. 

A semana começou negativa para a bolsa nacional, depois da revisão para baixo nas estimativas para o PIB do Brasil pelo Focus e pelo FMI. Além disso, a corte da Alemanha anunciou que levará mais tempo que o esperado para avaliar se o país participará do fundo de resgate criado recentemente, o que aumentou o ceticismo do mercado se a maior economia do bloco irá tomar medidas para reduzir o impacto da crise na região. 

Após essa data, o mercado registrou ainda maior volatilidade, mas fechou no positivo por três dias seguidos, na esteira do mercado internacional. Na sexta-feira, entretanto, os ânimos dos investidores diminuíram, em meio ao cenário europeu ainda bastante incerto e em movimento de realização de ganhos.

Otimismo guiou meio da semana…
Os investidores repercutiram com otimismo os dois dias de discurso de Ben Bernanke, no Senado e no Congresso norte-americano na terça e quarta-feira, mesmo sem ele ter apresentado grandes novidades com relação às declarações feitas anteriormente. O presidente do Fed mostrou que está pronto para dar mais apoio monetário à economia dos Estados Unidos, que desacelerou siginificantemente nos últimos meses, mas sinalizou que nenhuma medida desve ser tomada no momento. O Fed também divulgou o Livro Bege, que mostrou crescimento moderado da economia norte-americana entre junho e início de julho. 

O bom-humor seguiu na quinta-feira, a despeito dos indicadores externos ruins e repercutindo o cenário nacional, com a divulgação da ata do Copom. A ata ressaltou que, apesar de uma recuperação econômica mais lenta do que imaginava, qualquer corte adicional na taxa Selic deverá ser conduzido com parcimônia, indicando que novos cortes podem ocorrer nas próximas reuniões.

O noticiário corporativo dos EUA também chamou atenção na semana, com a divulgação das empresas do setor de tecnologia referentes ao segundo trimestre. O Google registrou receita de US$ 12,2 bilhões, enquanto a Microsoft teve o primeiro prejuízo desde a sua entrada na bolsa, em 1986. A IBM, por sua vez, registrou lucro acima do esperado no segundo trimestre. 

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…mas sexta-feira foi de baixa
Depois de três dias positivos, o Ibovespa registrou forte baixa na sexta-feira, revertendo os ganhos no meio da semana, guiada pelo cenário europeu, após os ministros de finanças da Zona do Euro aprovarem o pacote de € 100 bilhões em empréstimos ao setor bancário da Espanha. Contudo, o novo pacote não foi suficiente para animar os mercados, já que o governo espanhol elevou a projeção de desemprego no ano de 24,3% para 24,6%. Além disso, o BCE avisou que não irá aceitar como garantia para empréstimos títulos da Grécia a partir de 25 de julho.

Já no cenário nacional, o destaque ficou com o relatório do FMI, avaliando que a economia brasileira deve se acelerar neste segundo semestre. Já o governo reduziu as suas projeções de crescimento para a economia brasileira para 3%, ante expectativa anterior de 4,5%. Além disso, o IPCA-15, mostrou uma inesperada aceleração da inflação no período.

Altas e baixas da semana  
No setor corporativo, os destaques ficaram para as ações da BR Malls, que terminaram a semana como a maior alta da semana, com valorização de 9,11%, aos R$ 23,24. O desempenho refletiu a divulgação dos dados de vendas dos lojistas no segundo trimestre, que apontaram forte alta de 22,5% na base de comparação anual. 

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Já as ações da TIM registraram forte baixa de 14,60% na semana, aos R$ 8,54, após a suspensão das vendas da companhia pela Anatel em 19 estados. A Oi e a Claro também foram afetadas com a decisão. 

Destaques corporativos 
Dentre os eventos que movimentaram a bolsa brasileira na semana, estiveram a divulgação de resultados da Localiza, Redecard e Hering, abrindo a temporada de balanços do segundo trimestre de 2012. A primeira empresa registrou desempenho mais positivo do que o esperado pelos mercados, enquanto a Hering decepcionou ao reportar lucro abaixo do esperado pelos analistas. 

Além disso, esteve no radar a indicação do ex-presidente da GOL, Leonardo Pereira, para a presidência da CVM. Pereira irá presidir a autarquia por cinco anos. Além disso, a Vale divulgou o relatório de produção do segundo trimestre, totalizando 80,5 milhões de toneladas de minério de ferro.

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Agenda da próxima semana
Na agenda econômica entre os dias 23 e 27 de julho, destaque para as notas do Banco Central, além dos indicadores de inflação e do PIB Mensal de maio, divulgado pela Serasa Experian, assim como a Pesquisa Mensal de Emprego de junho.

No cenário internacional, as atenções se voltam para a divulgação da primeira prévia do PIB norte-americano referente ao segundo trimestre, além como os dados de confiança do consumidor. 

Já na Europa, as atenções do mercado se voltarão para a divulgação da preliminar da Sondagem Industrial e de Serviços de julho medidas, respectivamente, pelo HSBC e pelo Markit. Na China, haverá ainda a divulgação dos indicadores antecedentes referentes ao mês de junho. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.