Resumo Semanal

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Em uma semana bastante movimentada para o mercado internacional, o Ibovespa registrou uma alta de 4,35%, a melhor desde janeiro de 2012. O benchmark da bolsa, que iniciou o período com perdas, se recuperou a partir da quinta-feira, em meio às declarações de autoridades da Zona do Euro, que reiteraram o compromisso de realizar todas as medidas necessárias para impedir a ruptura do euro. 

Entretanto, o destaque da semana e que levou para uma forte recuperação do benchmark da bolsa ocorreu na sexta-feira, dia em que o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a autoridade monetária pretende realizar novas compras de bônus, reduzir a taxa de juro básica e realizar novas operações de LTRO. A notícia, divulgada pela Bloomberg no meio da tarde, provocou uma forte disparada no mercado acionário brasileiro.

Início da semana negativo… 
Na segunda-feira, duas notícias vindas da Espanha preocuparam os investidores: a retração de 0,4% no PIB do segundo trimestre e o pedido de ajuda financeira da região de Múrcia, levando os juros dos títulos públicos a registrarem forte alta, assim como os da Itália. De modo a minimizar a volatilidade, os órgãos reguladores de ambos os países proibiram a venda de ações a descoberto.

Completando o mau humor do mercado, esteve o noticiário vindo da China. O membro do comitê de política monetária do Banco Popular do país, Song Guoqing, afirmou que a expansão econômica do país pode desacelerar pelo sétimo trimestre consecutivo. 

A sessão do dia seguinte foi marcada também por negatividade, após a a Moody’s ter colocado o rating triplo A da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo em perspectiva negativa. Completando o cenário europeu negativo, esteve a declaração do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, de que a recessão do país pode ser ainda mais profunda que os 7%, prevendo uma recuperação somente em 2014. 

Entretanto, o índice brasileiro apresentou, naquela data, desempenho mais negativo do que o das principais bolsas internacionais, puxado principalmente pela forte baixa dos papéis da Vale, que representam o maior peso na carteira teórica do benchmark da bolsa, na esteira da renúncia do diretor financeiro da companhia, Tito Martins.

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Contudo, o mercado começou a dar sinais de melhora na quarta-feira, após informações de que o Federal Reserve pudesse oferecer mais estímulos à economia norte-americana. Entretanto, a redução nas perspectivas de crescimento da China pelo FMI desanimou os mercados, levando o benchmark da bolsa brasileira ao seu quarto dia seguido de baixa. O Fundo revisou de 9,2% para 8% sua revisão de crescimento do PIB chinês para este ano.

…otimismo no final da semana 
Já a quinta-feira foi guiada pelo maior otimismo do mercado com as declarações de Draghi de que faria tudo o que for preciso para que o euro não se rompa. Além disso, repercutiu ainda a reafirmação do rating BBB do Brasil pela Fitch, com perspectiva estável. Já no front doméstico, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o Brasil está mais preparado para lidar com contágios de decisões de política monetária de outros países, mas ressaltou que o ambiente global está difícil e que pode piorar ainda mais.

Entretanto, a sexta-feira foi, de longe, o dia mais positivo para os investidores desde muito tempo. Após as declarações de Mario Draghi de que realizará novas medidas para aliviar a crise na Zona do Euro, o Ibovespa, que já operava no positivo em meio aos rumores de novas operações, intensificou seus ganhos e fechou na sua maior alta diária desde 9 de agosto de 2011, ao registrar ganhos de 4,72%.

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O dia já havia começado animado para os investidores, após a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande emitirem se comprometendo a fazer tudo para defender a Zona do Euro, a exemplo de Draghi. Eles ainda pediram que os estados membros e as instituições cumpram com suas obrigações, tendo como objetivo defender a integridade da região. 

Trazendo ainda mais otimismo aos investidores no último pregão da semana, o PIB norte-americano do segundo trimestre mostrou expansão de 1,5% e superando a projeção de 1,2% dos analistas.

Altas e baixas 
Em meio às especulações com relação ao fechamento de capital da companhia, as ações da LLX registraram os maiores ganhos da semana, com alta de 23,38%, aos R$ 2,85. Entretanto, a companhia negou que realizaria uma OPA de seus ativos. 

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Já as ações da Dasa tiveram o pior desempenho do índice, com perdas de 5,46%, aos R$ 11,60, em meio às revisões das estimativas para a empresa por diversas instituições. As expectativas são de que a empresa, que pertence a um setor atulamente bastante pressionado pelos custos, não consiga repassá-los ao consumidor. 

Resultados movimentam mercados 
Além da saída do diretor financeiro da Vale e dos rumores de fechamento de capital pela LLX e pela CCX, estiveram entre os principais destaques da semana a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2012. Dentre as companhias que divulgaram seus balanços durante o período, o destaque ficou com os resultados da mineradora, que reportou queda de 48,3% no lucro líquido.

Dentre outras companhias que divulgaram seus números, estiveram a Natura, a Cielo e a Fibria. Além disso, as principais instituições bancárias, como o Santander, Itaú Unibanco e Bradesco reportaram queda nos seus lucros, mas gerando reações divergentes no mercado. 

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Agenda da próxima semana
Dentro da agenda da primeira semana de agosto, as atenções se concentram no mercado de trabalho norte-americano, mais especificamente à divulgação do Relatório de Emprego referente ao mês de julho. Os investidores também se atentarão à reunião do Federal Reserve do mês de julho, que definirá os rumos da política monetária do país. Ainda lá fora, ocorrerão as reuniões de política monetária no Reino Unido e Europa.

No cenário internacional, ainda serão revelados nessa semana indicadores de indústria e de serviços na Zona do Euro e na China.

Já no front doméstico, o foco dos investidores se divide entre os dados de inflação de julho e o desempenho da indústria doméstica durante o mês de junho.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.