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Quebrando uma sequência de seis quedas, o Ibovespa terminou a semana com ganhos de 1,92% no período entre 4 a 8 de junho, fechando esta sexta-feira aos 54.276 pontos. Mesmo com a alta, o cenário continuou negativo para o mercado, principalmente por conta do agravamento da crise da Zona do Euro, sobretudo com a possibilidade da Grécia sair da Zona do Euro.
Foi a Espanha, porém, que chamou a atenção. Em meio às dificuldades de renegociar suas dívidas, o país viu seu rating ser cortado em três notas pela agência de classificação Fitch na última quinta-feira. Diante disso, o governo local tem se mobilizado para recapitalizar seus bancos, podendo contar com a ajuda da UE para tal. O mercado espera um pronunciamento neste sábado, quando está marcada uma reunião com os ministros de finanças da Zona do Euro para tratar sobre o assunto.
Líderes comentam Europa
Dois dos principais líderes mundiais comentaram a situação europeia durante a semana. Na sexta-feira, Barack Obama, presidente norte-americano, destacou que a resolução da situação no continente não é impossível, mas demanda agilidade.
Na véspera, Angela Merkel, chanceler alemã, já havia destacado que os instrumentos para combater a crise já estavam prontos. Após o corte de rating da Espanha. Merkel destacou que algo tem de ser feito para reverter os problemas do continente.
Destaques corporativos
A ponta positiva do Ibovespa ficou com os papéis da Marfrig, que tiveram ganhos de 10,09% – terminando a R$ 9,60 cada. Já as ações da BM&FBovespa tiveram alta de 9,12%, fechando aos R$ 10,29 cada, enquanto os papéis da Brasil Foods avançaram 7,44%, valendo R$ 32,50.
A ponta negativa ficou com os ativos preferenciais da Usiminas, que recuaram 8,01% aos R$ 7,69. Os papéis ordinários ficaram na segunda colocação, com queda de 6,15% – terminando aos R$ 8,70. É válido destacar que as ações USIM3 mostraram a maior alta do pregão de sexta-feira (+8,48%), após o Cade liberar a CSN a negociar ações da empresa novamente.
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Novos cortes na Selic?
No Brasil, chamou a atenção a desacelaração do ritmo inflacionário.O IPCA de maio, que marcou taxa de 0,36%, abrindo espaço para novos cortes na taxa básica de juro, como destacado pelo BTG Pactual e pelo Itaú BBA. Essa percepção ganha forças principalmente após a ata do Copom divulgada nesta sexta, bem como pelos dados decepcionantes do PIB apresentados na semana passada.
EUA: referências divegentes
Nos EUA, as referências econômicas foram poucas e divergentes. Embora o mercado tenha reagido bem à divulgação do Livro Bege no meio da semana, que mostrou que apenas um distrito norte-americano apresentou desaceleração, o discurso do presidente do Federal Reseve, Ben Bernanke, não foi bem recebido pelo mercado, sobretudo ao afastar as chances de um novo pacote de estímulo à economia do país no curto prazo.
Desaceleração na Ásia
Passando para o continente asiático, onde a principal referência ficou com o surpreendente corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros da China. É válido lembrar que o gigante asiático vem dando cada vez mais sinais de desaceleração. Nesta sexta-feira, o FMI projeta que a economia do país deverá crescer “apenas” 8% em 2012.
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E os impactos desse menor crescimento da China vem se refletindo nos seus principais parceiros comerciais. O Japão, por exemplo, revisou para cima o resultado do seu PIB do primeiro trimestre, passando de 4,1% para 4,7% no anualizado entre janeiro e março. Contudo, o saldo decepcionante em conta corrente no mês de abril coloca em xeque o quanto deve durar essa expansão da economia.
Agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a segunda semana de junho, destaque para a divulgação de dados de inflação nos EUA, além de indicadores referentes aos setores industrial e varejista do país. Além disso, os dados do orçamento do país serão destaque na agenda da semana.
No front doméstico, as atenções estarão voltadas para o IGP-10 em junho e também para o vencimento de opções sobre o Ibovespa e os contratos futuros do índice. O Banco Central, por sua vez, reporta ainda nessa semana o IBC-BR referente ao mês de abril. Este indicador tem a função de tentar antecipar o resultado do PIB e ajudar a autoridade monetária na definição da taxa básica de juros.