Resumo Semanal

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O Ibovespa terminou com ganhos de 3,08% o período entre 11 a 15 de junho, fechando esta sexta-feira aos 56.104 pontos. A Espanha foi o centro das atenções na semana, após o pedido da ajuda internacional no valor de € 100 bilhões para lidar com problemas no setor bancário. O país pode precisar de uma quantia entre € 60 a € 70 bilhões de euros para recapitalizar os bancos.

Embora a ajuda tenha sido aceita, os rendimentos dos títulos de dívida do país voltaram a avançar, encostando em níveis considerados “impagáveis” durante a semana. Isso ocorreu sobretudo após a Moody’s cortar a nota de crédito do país na quarta-feira para Baa3. Além disso, a Fitch ebaixou o rating de dois dos principais bancos espanhois: o Santander e o BBVA e, na sequência, rebaixou a nota de outros 18 bancos. 

Crise também afeta outros países
A Itália também foi centro de tensões na semana. Os yields de seus títulos de dívida chegaram perto de níveis “impagáveis”, mas Fitch descartou um resgate à Itália. Já Maria Fekter, ministra das Finanças da Áustria, discordou da opinião da agência, afirmando que o país deve vir a pedir ajuda financeira em breve.

Além disso, o setor bancário do continente pode ser bastante afetados caso a Grécia saia da Zona do Euro, avaliou a Fitch, como resultado das eleições deste domingo. Para isso, os Bancos Centrais do G20 podem preparar uma ação conjunta para amenizar os temores do mercado depois do resultado das eleições da Grécia do final de semana – rumor que ganhou força após as declarações de Mario Draghi, presidente do BCE na sexta-feira. Já o BoE anunciou um pacote de emergência no valor de £ 100 bilhões. 

Por fim, a agência de classificação de risco Egan-Jones cortou o rating da França, para BBB+. Um corte por uma agência menor pode anteceder uma redução por uma das três maiores – Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch. 

Destaques corporativos
Na semana, a ponta positiva do Ibovespa ficou com os papéis da Gafisa, que tiveram ganhos de 22,18% – terminando a R$ 3,03 cada, em reflexo à nova emissão de ações para adiquirir os 20% restantes da Alphaville. Já as ações da GOL tiveram alta de 22,10%, fechando a semana aos R$ 9,67 cada.

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A ponta negativa ficou com papéis da Light, que tiveram queda de 5,81%, terminando aos R$ 23,50. Também se destacaram as ações da Petrobras. Em reflexo à ampliação de seu plano de negócios, as ações ordinárias da petrolífera recuaram 3,04%, terminando a semana a R$ 19,14 cada, enquanto os preferenciais recuaram 1,75% e terminaram a R$ 18,55. 

Redução no IOF
Por aqui, poucas referências. O destaque foi a redução do prazo do IOF sobre empréstimos no exterior para dois anos, em uma tentativa para atrair capital externo em um ambiente de menor liquidez. Além disso, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que não deixará a inflação alcançar níveis elevados em 2013. 

Desaceleração na Ásia
Na Ásia, o destaque ficou por conta da cesta de indicadores chineses, que mostraram que o desempenho da segunda maior economia mundial não está em queda livre. 

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Agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a quarta semana de junho, as atenções referentes ao mercado internacional se voltam para a reunião do Federal Reserve, bem como para a minuta da última reunião do BoE . Na Ásia, o mercado se atentará ainda aos dados de atividade industrial da China.

No cenário doméstico, a semana trará dados de inflação, com enfoque para o IPCA-E, que compila o resultado entre abril e junho desse ano, assim como o PIB de abril da Serasa Experian. Além disso, o mercado se atentará às notas do Banco Central. Destaque também para o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa.