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O Ibovespa não conseguiu completar sua terceira semana consecutiva de alta e acumulou queda de 1,19% entre o período de 18 a 22 de junho, fechando esta sexta-feira (22) aos 55.439 pontos. Nem mesmo a vitória do partido conservador nas eleições gregas no final de semana passado, que levou à formação de um novo governo no país, animou os investidores no período, já que esse novo governo grego deve pedir por uma prorrogação no prazo do pacote de ajuda, algo que a Alemanha já havia se mostrado contrária.
A reunião do G20, grupo das 19 maiores economias mundiais e a União Europeia, também chamou atenção dos mercados. Por lá, os Brics decidiram sobre o novo aporte de recursos ao FMI, no valor de US$ 85 bilhões. Os países europeus presentes na cúpula se comprometeram a reduzir os custos de financiamento.
Alemanha resiste a novas medidas de ajuda
A crise continua a preocupar os mercados. Durante a semana, Angela Merkel, chanceler alemã, sinalizou retirar oposição para a utilização dos recursos dos fundos de estabilização para compra de títulos de países em crise. Já o governo da Espanha deve formalizar resgate aos bancos durante reunião do Eurogrupo na semana que vem, co o pedido podendo chegar a € 62 bilhões, segundo as auditorias contratadas pelo governo mostraram.
Nesta sexta-feira, foi a vez do BCE dar as caras ao anunciar novas regras para facilitar empréstimos na Zona do Euro. Apesar da sinalização positiva, a ideia enfrenta resistência do Bundesbank, autoridade monetária alemã.
O governo alemão também tem resistido em aceitar o conselho de Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, que pediu por uma série de medidas de curto prazo para a crise da Zona do Euro.
EUA prorroga operação Twist
Fora da Europa, o grande destaque foi a prorrogação da Operação Twist pelo Federal Reserve. A notícia foi recebida com pessimismo, já que o mercado esperava uma nova rodada de estímulos monetários – o chamado Quantative Easing. O Fomc também optou por manter inalterada a taxa básica de juro norte-americana entre 0% a 0,25% ao ano.
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O presidente do Fed, Ben Bernanke, em coletiva após a reunião, destacou que a Europa tem sido um fator para a desacelaração da economia dos EUA, e que é possível que a autoridade monetária tomenovas medidas de estímulo. Além disso, os economistas da autoridade monetária reduziram a perspectiva para o crescimento dos EUA.
Desaceleração mundial
Além da reunião do Fomc, a agenda econômica ainda reservou espaço para indicadores bastante negativos ao redor do mundo. Na China, o PMI industrial registrou sua 8ª queda seguida, apontando 48,1 pontos em junho, indicando contração. O mesmo indicador também marcou desaceleração da indústria nos EUA, que cresceu no seu menor ritmo em 11 meses. Na Europa, o PMI composto, que compila tanto a indústria quanto o setor manufatureiro, continua no pior nível dos últimos três anos.
Por falar na economia norte-americana, o Philadelfia Fed Index, que mede a atividade industrial na região, apontou 16,6 pontos negativos. O mercado esperava que o indicador apontasse estabilidade.
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Destaques corporativos
A ponta positiva do Ibovespa ficou com os papéis da TAM, que despediram-se da bolsa com ganhos de de 19,32%, aos R$ 52,50. As ações da Petrobras também tiveram forte alta, refletindo especulação que a estatal deva aumentar o preço da gasolina. Durante a semana, a Folha de S. Paulo disse que o preço do combustível iria ser ajustado em 10% no próximo mês, mas autoridades do governo e a própria presidente da estatal, Graça Foster, não confirmaram a informação.
As siderúrgicas dominaram a ponta negativa da bolsa paulista nesta semana. A Usiminas viu as suas duas ações despencarem, com as preferenciais registrando queda de 12,89%, terminando aos R$ 6,49, enquanto as ordinárias tiveram perdas de 7,73%, terminando aos R$ 8,95. As ações da Metalúrgica Gerdau recuaram 7,82% aos R$ 20,63, e os da Gerdau terminaram a semana com desvalorização de 7,60%, aos R$ 16,54.
A semana também marcou a volta da Vigor a bolsa, após permuta com ações da JBS (JBSS3) na quinta-feira. Os papéis tiveram forte queda de 19,6%, na sexta-feira, seu único dia de negociação, terminando a R$ 6,40.
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Agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a quarta semana de junho, as atenções referentes ao mercado internacional se voltam para a revisão do PIB norte-americano do primeiro trimestre do ano, além dos indicadores de consumo nos EUA.
Na cenário doméstico, a semana trará dados de inflação do acumulado de junho, além das Notas de Política Monetária, Fiscal e de Mercado Aberto do Banco Central. Ademais, os investidores estarão atentos à divulgação do PIB mensal pela Serasa Experian.
Nessa semana, será divulgado ainda, pelo Banco Central, o IC-Br de junho. O indicador mede a parcela das variações de preços das commodities nos mercados internacionais que são mais sensíveis às mudanças nas condições econômicas.